Capítulo 8

1109 Palavras
Chegando em casa é a mesma coisa que uma prisão, um pequeno quarto no centro da cidade onde era um antigo hotel, com uma cozinha comunitária que poucos usavam e uma lavanderia. Estrutura antiga com espelho e quadros antigos espalhados pelos corredores, é um ar de antiguidade esquecida tão deprimente e jogada em meu quarto, fico deitada na cama, sento na cama, me deito no chão, me senti no chão, me sento na janela e fico olhando o movimento eterno de carros com seus barulhos que ocorrem o quarto. Penso em chorar, gritar, mas decido assistir dorama ou anime, depois pego o caderno e começo a estudar lingual japonesa, chegou a tarde e nada para fazer, me arrumo e vou até a academia, são uma hora que consigo parar de pensar e testar meu limite. Volto para casa, vejo pessoas para conversar e fico ali grudada no celular. Converso com Maycon e ele me acalma, fizemos uma promessa que eu não iria fumar mais, mas se eu sentisse muita vontade tinha que pedir para ele, achei uma boa ideia para me ajudar, mas eu queria muito um cigarro e iria me acalmar naquele momento, mas me segurei e ele me acalmou. Ele me acalma, mas não sei oque sinto por ele ainda, não sei oque ele é para mim ou seja só insegurança de não saber oque eu sou para ele. Acordo cedo, preparo meu café da manhã, um copo de café e uma xícara de iogurte com granolas, como junto com meus dois comprimidos. Terminando pego minha garrafinha de academia, me arrumo e vou treinar um pouco. Voltando passo ao mercado para pegar um frango e refrigerante para preparar meu almoço, tenho que preparar tudo no meu quarto e levar para a cozinha. Fazendo tudo como um robôzinho, tão intediante, tão vazio, queria algo que me tirasse do aqui e agora, mas não posso reclamar, tudo está indo bem. Estou contando o dias para ver Maycon, se vemos de 10 em 10 dias, acho que com essa rotina tediando já se passaram apenas 4 dias. Então ele vem na quinta para passar quinta, sexta e sábado. Primeira vez que ele vem à minha casa, (ops "quarto") essa coisa minúscula, ele tão grande vai se bater todo aqui dentro, parece que foram feitos tudo minúsculo para só eu sobreviver aqui dentro. Mas hoje é sexta e marquei de sair com um amigo de infância, Noah é um garoto legal que a gente se conheceu no ensino fundamental, já se conhecemos a 10 anos. " Como a idade chega rapidamente e tão sorrateiramente, chega a ser triste quando paramos para pensar " Mas quando me encontro com Noah sem é pura diversão, falamos da vida de todo mundo que conhecemos, desabafamos um para o outro de pessoas que não conhecemos, reclamamos da vida, bebemos um chopp e fumamos um cigarro. Chamamos de o dia da terapia, uma vez por semana fazemos o dia da terapias e eu e ele levamos a sério a nossa terapia. Finalmente chegou a noite, levei praticamente uma hora para me arrumar e por mensagem conversando com Maycon ele já ficou estranho porque disse que iria sair com um amigo, não sei se é ciúmes ou só ficou assim do nada, mas não levei a sério porque Noah é o Noah, meu irmão a anos e não consigo ver maldade na gente e acho que ninguém vê. Após algum tempo ele passou aqui para me buscar, fomos a um bar e como de consumo pegamos o chopp e mais uma porção de batata, começamos a desabafar um com o outro, ele também está com uma namoradinha que não é nada sério ainda. Começamos a falar deles e como estava sendo estranho porque ambos ficaram um ano solteiro curtindo junto e agora ambos com namoradinhos, bebemos um pouco e fumamos e logo fomos embora. Cheguei e tomei meu combo de remédio que junto com o chopp me fez morrer na cama, mas no dia seguinte tinha uma pessoa extremamente brava comigo, porque não disse a hora que cheguei e nem se quer deu boa noite para ele, eu sei que estava errada mas parecia que minha desculpas iam de um ouvido e saiam pelo outro, até que enfim ele voltou ao normal e finalmente só faltavam 5 dias para a gente se ver. Final de semana passou voando porque fui para minha mãe passar lá com ela e meus irmãos e voltando para casa só faltavam 3 dias e ele descobriu que virei na quarta após o trabalho, que aí poderia aproveitar mais a quinta, sexta e sábado, eu fiquei super feliz. Segui minha rotina para os dias passarem mais rápido, mas alguns dias eram aterrorizante, parecia que nada fazia sentido, parecia que um vazio me consumia, parecia que eu nem devia estar com Maycon para não sofrer ou fazer ele sofrer. " Uma constante incerteza que o mundo nunca estava a meu favor e que estava indo bem era para que algo pudesse dar errado no final, o medo me consumia e tornava meu sonhos inalcançáveis" Eu que amava Maycon, quando estava sem ele me questionava se eu realmente amava ou só estava me apegando em algo para me fazer feliz, a auto-sabotação acabava comigo, me fazia questionar tudo e sobre todos. Mas sobre o Maycon era diferente, eu o olhava e parecia que eu estava diante de um quadro em um museu, eu só o admirava e volta e meia deixava um sorriso escapar olhando para ele, como quem diz que minha felicidade se encontrava ali, meu amor se encontrava ali, sem eu nem saber o porquê disso. "O amor a gente não escolhe, ele vem chegando de vagar e vai tomando conta de tudo em nós, vamos sentindo um r**m na barriga, coração acelerado, um leve sorriso toma conta da gente sem nem a gente fazer tudo isso, o corpo mesmo nos fala..... Estamos amando" Muitas das vezes eu não sei oque é o pior, estar amando ou estar vazia. Eu fico boba amando, eu fico totalmente vulnerável, fico fraca e sem escude, me entrego por completo, eu amo e amo de mais, não é 08 é 80, não tenho meio termo, se eu tô amando eu viveria pela pessoa, morrer é fácil, é tudo que eu sempre quis, mas viver, viver pela outra pessoa é o maior amor que eu posso dar a ela. Já quando estou vazia, eu me sinto bem e sem medo que alguém possa me machucar, mas me sinto vazio, me sinto incompleta, me sinto angustiada, como se faltasse algo em mim, como se não tivesse sentido estar viva.
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