Finalmente acordei cedo e estava contando os minutos para ele chegar, olha o relógio, respondia ele, olhava o quão distante ele estava e ia arrumando as coisas para a sua chegada. Meu quarto é pequeno então não foi difícil arrumar as coisas o mais rápido possível, logo desço para abrir o portão para ele, eu o olhei nos fundos dos olhos, saindo do carro em um dia lindo de sol, com aquele vento de inverno, ele com seu suéter preto e sua calça preta e tênis branco, braba e cabelo bem cortados e finalmente eu estava se seus braços.
Naquele momento tudo se acalmou e a tempestade se acalmou, o monstro dentro de mim se acalmou, com um beijo já testa e o vento batendo em meus cabelos os problemas se foram embora. Entramos para meu quarto, ele arrumou sua coisas.
Passamos o dia conversando e volta e meia seu celular apitava, me vinha um sentimento de ódio, mas pensava "se eu o amo, eu confio nele", esse pensamento passou diversas vezes na minha cabeça, me sentia uma pessoa tóxica e não queria brigar com ele por isso porque ele fazia de tudo por mim, ele viajou por mim, ele se arriscou no serviço por mim.
Chegou a noite, fomos em um restaurante bem famoso da cidade, fui com um vestido preto colado e curto, cabelo solto em baixo e preso em cima, um delineador gatinho.
~ Uau a minha mulher vai ser a mais linda do local
~ Mas não a mais elegante, porque irei de tênis - tenho problemas com saltos
~ Irá continuar linda
Me deu um beijo na testa e continuou sentado, ele estava de bermuda preta e uma blusa preta.
~ Não irá se arrumar ? - perguntei
~ Já estou pronto! Só colocar o chinelo
Ele estava lindo, mas não arrumado o suficiente para um local desse, e eu sou cheia de toques para a roupa. Mas depois de muita conversa ele me convenceu que estava arrumado, cabelo arrumado e o chinelo era o charme, me colocou em seu colo e me deu um beijo para tirar o bico que estava em minha cara.
Chegando lá vi meu ex, sentado em uma mesa com a sua namorada, logo um ex que a poucos dias havia me mandado mensagem mesmo ainda estando com ela, contei para ele e com toda a paciência ele, ele não deu nem bola e eu já estava surtando e para me acalmar ele começou a conversar comigo, falar de quando era do exército e que adorava atirar, me contou que foi criado pela vó e que tinha problemas com a irmã e que mesmo assim nada o deixou abalar, saiu da terra dele e veio morar em um lugar que só tinha desconhecidos com a roupa do corpo e que foi a melhor coisa que ele já fez, porque lê permitiu me conhecer. Mesmo em um terremoto, mesmo que a dificuldade de lidar comigo, mesmo assim eu lê fazia bem.
Eu não conseguia acreditar, porque eu não fazia bem nem mesmo para mim, como eu fazia bem para ele, como ele podia rir quando eu estava p**a, como ele podia me acalmar quando eu acha que a calma já não existia mais, como ele podia levar a vida tão leve enquanto eu carrego um fardo e como ele não me vê dessa forma, como ele ri de mim e eu não consigo sorrir para nada, como eu poderia trazer felicidade para ele ?
Essas perguntas ficaram ecoando em minha cabeça e ainda ficam, como um pensamento diário, uma pequena tortura que eu não sou o suficiente para ele.
O jantar estava uma delícia, eu pedi duas margaritas que já me deixaram feliz e ele pediu whisky, mas parecia estar bem mais tranquilo que eu, fomos para casa e no carro a bebida estava me deixando com o rosto quente, peguei em sua coxa, fui subindo, olhando para seu rosto em quanto dirigia, passei a mão em sua barba e voltei para sua coxa, olha suas sombrancelhas franzidas enquanto estava puto com algo no trânsito, como mordia o lábios de vez em quando, como seus cílios eram grandes.
Minha mão e sua coxa subiu, foram direto para o zíper de sua bermuda, meu brinquedo já estava pronto para brincar, mas quando tentei abrir ele segurou com força meu pulso, me deu um beijo e devolveu minha mão para meu colo.
~ Estou dirigindo! Acalmasse
Chegamos em casa e pulei para seu colo, fui tirando minha roupa e empurrando ele para a cama, tirei meu bermuda e camiseta, fui beijando do pescoço até meu brinquei, o lambuzei todinho e depois sentei nele de vagar, mas ele puxou meus cabelos com tudo e colocou tudo com uma pequena dor momentânea e gostosa, comandava meus movimentos conforme puxava meu cabelo com mais força ou menos força. Deitei com a cabeça em seu peito, empinei a b***a e sentei com força até ele me segurar com força contra ele e eu sentir seu p*u pulsar e ele suspirar.
Levantamos e tomamos banho juntos, eu tomei meus remedinhos diários, os noves comprimidos da noite, ele sabia que logo iria capotar, colocamos um série para assistir juntos, mas ele dormiu antes que eu e então começou o inferno do celular dele tocar, sem pensar muito dessa vez pequei seu celular e comecei a mexer em tudo. Vi que ele seguia diversas garotas, vi que ele curtia fotos de meninas peladas, mostrando peito, b***a e b****a. Sabe aquelas gostosas que gostam de se mostrar, essas mesmo. Comecei a me sentir um lixo, hoje mesmo ele falou que eu tinha emagrecido, hoje mesmo ele curtiu umas dessas fotos, como posso ser tão feita ? Porque ele está comigo? Porque não sou assim ? Porque tenho que ser magra, sem peito, sem b***a e nem a cara ajuda. Os pensamentos de como eu era um lixo foram vindo e vindo até que fui ao banheiro e meu alívio estava lá, a lâmina parecia está me esperando para tirar minha dor, para arrancar esse pele h******l, para machucar esse corpo que eu não gosto e então cortei os dois braços, com cortes superficiais que fizeram sangrar bastante, ele acordou comigo arrumando minhas coisas para sair dali, acordou me vendo sangrando e toda suja de sangue, acordou e vendo o inferno sendo que quando ele dormiu estava no céu. Sem entender nada ele tentou me acalmar, tentou saber oque estava acontecendo, tentou me pedir desculpas sem saber oque fez.
Eu falei que tinha acontecido, eu o mostrei uma por uma e ele só sabia pedir perdão, como se o perdão iria mudar oque eu estava sentindo, como se tudo aqui iria passar de uma hora para outra, ele me acalmou, ele me medicou quando eu o arranhei o braço dele até sangra e eu vi, antes de dormir.
Eu sou um monstro, eu sempre serei um monstro que se machuca e machuca as pessoas e sempre é machucada"