HADES
A noite estava envolta em sombras, cada esquina um potencial esconderijo para aqueles que desejavam evitar a luz da lei. Eu estava lá, imerso na escuridão, esperando pacientemente que meu alvo saísse de sua toca clandestina. George, o homem que eu estava destinado a encontrar e eliminar.
O tédio começa a me abater então pego meu celular enviando uma mensagem para aminha ratinha. Quanto mais cedo acabar com esse escroto, mais cedo irei vê-la novamente. Merda. Fico de p*u duro só de lembrar dela amarrada na cama com meu g**o naqueles s***s perfeitos dela.
Ansioso para sentir seu gosto novamente, ratinha.
Ao contrario das outras vezes em que mandei mensagem a ela, não recebo uma resposta acida, apenas o silêncio.
Guardo o celular no bolso quando finalmente vejo meu alvo emergir do cassino, mesmo de longe consigo ver que ele está mais do que alto, isso vai ser rápido e fácil. Saio do meu carro e me movo silenciosamente para segui-lo. As ruas estavam vazias, exceto por nós dois, os únicos jogadores desse jogo mortal.
Caminho tranquilamente a alguns metros atrás dele. As mãos no meu bolso descontraidamentem, mas não faço questão de disfarçar que ele está na minha mira. George olha para trás percebendo a minha presença acelera um pouco o passo. E o jogo começa.
Ele está andando cada vez mais rápido até estar quase correndo, ele entra em um beco isolado, estou preparado para cumprir minha missão já com a mão na arma da minha cintura.
— Não adianta correr porquinho. O lobo mau vai pegar você. — Sorrio ao vê-lo desesperado tentando correr.
— ME DEIXE EM PAZ SEU LUNÁTICO! — Grita quasetropeçando nos próprios pés ao olhar para trás, mas isso apenas me faz rir.
Olho meu relógio no pulso, não tenho muito tempo para brincadeiras, então resolvo acabar logo com isso. Acelero o passo agarrando-o pela parte de trás do colarinho e o arremessando contra a parede o vendo tossir ao perder o ar.
— Sorte sua que tenho outros planos para essa noite. Será uma morte rápida. — Saco a minha arma apontando para a sua testa.
— N-não, p-por favor. — Implora tremendo e suando.
— Últimas palavras? — Sorrio destravando a arma.
— Vai se f***r seu sádico de merda! — Grunhi querendo bancar o fodão.
Estou com o dedo no gatilho prestes a puxá-lo quando escuto o ronco de uma moto que para em uma das extremidades do beco. Aparentemente eu não estava sozinho na caçada. Alguém mais tinha seus olhos fixos em George, ou até mesmo em mim, alguém cujas intenções eu não conhecia.
A pessoa colocou um pé no chão apoiando a moto, usava roupas pretas e um capacete com visor escuro que não permitia que eu visse o seu rosto.
— Quem diabos é você? — Questiono para o misterioso intruso, minha voz ecoando nas paredes estreitas do beco. Mas não houve resposta, apenas o rugido do acelerador.
George estava tenso, seus olhos varrendo freneticamente o ambiente em busca de uma rota de fuga enquanto o suor escorria pela sua cara, me surpreende ele não ter se mijado ainda.
Sem resposta alguma, a moto dispara em nossa direção, a figura misteriosa não mostrando sinais de desaceleração. Era hora de agir, de tomar uma decisão rápida.
Arrastei George pelo colarinho junto comigo, meu carro estava a poucos metros daquele beco. Ele tremia de medo quando o empurrei para dentro do carro, suas palavras m*l conseguindo escapar de sua boca trêmula.
— P-por que está fazendo isso? — Ele perguntou, seus olhos arregalados de puro pavor.
— Cale a maldita boca boca! — Ordenei, minha voz cortando o ar como uma lâmina afiada enquanto eu o forçava a entrar no veículo.
Eu estava no limite da paciência. Não era esse o desfecho que eu tinha planejado para minha noite. Para receber o restante do pagamento, eu precisava eliminar George com minhas próprias mãos, não permitir que esse intruso desconhecido interferisse.
Pisei fundo no acelerador, esperando deixar o enigma de duas rodas para trás. Mas olhando pelo retrovisor percebi que a moto continuava em nosso encalço, seus faróis brilhando como olhos demoníacos na escuridão da noite.
Tentei despistá-la, fazendo curvas fechadas em ruas estreitas, mas ela persistia, como se estivesse determinada a não nos deixar escapar.
— Mas que merda. — Grunhi apertando o volante com mais força acelerando o carro ainda mais.
George estava em pânico no banco do passageiro, suas mãos tremendo enquanto ele agarrava o banco com força, como se isso pudesse protegê-lo do perigo iminente.
— Quem é esses cara? — Ele gaguejou, seu rosto empalidecendo com o medo crescente.
— Já não mandei você calar a boca?
O rugido do motor da moto cortou o ar quando ela acelerou o suficiente para ultrapassar nosso carro. Fiquei tenso, os dedos apertando o volante com força enquanto acompanhava a manobra da moto a nossa frente. O piloto habilidoso tombou a moto de lado, mantendo o equilíbrio de pé sobre enquanto a moto deslizava pela estrada com faíscas saindo de sua lataria. Era uma cena impressionante, seja quem for não da indicios de que desistirá tão facil.
Ele saca uma arma do coldre na cintura.
Os tiros ecoaram pela rua quase deserta, fazendo meu coração disparar enquanto eu me esquivava, até perceber que o alvo eram os meus pneus. Ouço o estampido dos disparos atingindo os pneus estourando pelo menos dois deles. O carro balançou enquanto eu o freava bruscamente, a poeira subindo ao redor de nós.
Assim que o carro parou, eu saltei para fora, a adrenalina pulsando em minhas veias enquanto eu me preparava para confrontar o atirador. A pessoa misteriosa vindo em minha direção com arma em punho, andava com a confiança de alguém que não temia a morte.
— Quem você pensa que é? — Gritei, minha voz ecoando pela rua iluminada apenas por alguns postes de luz enquanto eu me aproximava. Mas antes que eu pudesse receber uma resposta, meu olhar foi atraído por um movimento repentino atrás de mim. Virei-me a tempo de ver George fugindo, seu corpo desaparecendo na escuridão da noite tropeçando pelo caminho.
ÓTIMO!
A frustração se misturando à raiva dentro de mim.
— p***a! — Grunhi.
Ignorando minha presença ali, a pessoa misteriosa tentou correr atrás de George, mas minha mão fechou-se firmemente em seu braço, prendendo-a antes que pudesse escapar. Ela pareceu surpresa com minha reação, mas não ficou parada por muito tempo. Num movimento rápido e habilidoso, ela agarrou meu pulso e o girou, fazendo-me perder o equilíbrio. Antes que eu pudesse reagir, ela envolveu suas coxas em volta do meu pescoço e me jogou no chão com força.
O impacto me deixou sem ar por um momento, mas eu me levantei rapidamente, determinado a não deixar esse desgraçado escapar. A pessoa misteriosa também se levantou, pronta para continuar a luta.
— Quem é você? — Perguntei, mas novamente não obtive resposta.
Foda-se, voltamos a nos enfrentar, nossos corpos se movendo em um ritmo frenético. Eu estava acostumado a lutar contra adversários habilidosos, mas essa pessoa era diferente. Seus movimentos eram precisos e calculados, e ela conseguia acertar golpes em pontos vulneráveis do meu corpo, causando dor aguda.
Durante a intensa troca de golpes, ficou evidente que tanto eu quanto a pessoa misteriosa éramos lutadores experientes, cada um usando seu próprio estilo de combate. Enquanto eu me concentrava em golpes mais diretos e fortes para derrubá-la, ela parecia favorecer uma abordagem mais ágil e técnica. Eu precisava acertar um golpe, um golpe com força o suficiente e seria seu fim.
Agora mais próximo, pelas curvas do seu corpo naquela roupa preta apertada pude perceber que se tratava de uma mulher, mas não parecia ter a força de uma.
Ela desferiu um soco no meu rosto, agarrei seu pulso impedindo que me acertasse, mas deixei meu dorso vulnerável a um chute certeiro nas costelas. Segurei seus ombros acertando uma joelhada em sua barriga a fazendo cambalear para trás, mas ela logo se recompos. Meus punhos voavam em direção ao meu oponente, mirando em suas costelas e membros com força e determinação. No entanto, a pessoa misteriosa era rápida e ágil, desviando habilmente dos meus ataques e contra-atacando com sua própria série de movimentos rápidos e precisos.
Em um momento de descuido dela agarrei seu capacete o jogando longe, mas no instante em que vi suas mechas cor de fogo foi como se meu mundo parace.
Era Lizzy.
O choque me paralisou por um momento, dando a ela a oportunidade de lançar um golpe devastador. Ela aproveitou a a******a, agarrando meu pulso envolveu meu pescoço com um braço conseguindo girar seu corpo junto ao meu literalmente dando uma cambalhota no ar jogando nós dois no chão com seu cotovelo no meu estomago me fazendo urrar de dor. Ela ficou de joelhos batendo minha cabeça contra o chão deixando-me desacordado instantaneamente.
Quando recuperei a consciência, Lizzy já havia desaparecido, junto a moto que pilotava. Meu corpo doía e minha mente girava.
Quem era aquela mulher de verdade?