Acordo sozinha naquela cama enorme. Minha coberta está enrolada no canto, aos meus pés, e estou com frio. Levanto-me e fecho uma das janelas que está aberta, procuro por Sammy, mas ele não está em casa. Quando volto para o quarto a janela está aberta novamente e uma corrente fria me faz ficar arrepiada. Ligo no celular de Sammy, mas ele não me atende, deixo uma mensagem, estou com medo e não quero ficar sozinha naquele quarto. – Sammy onde você está? Preciso de você. A cama parece grande demais. Enrolo-me na coberta e encolho-me na poltrona com o celular na mão caso ele resolva me ligar. Ouço passos pela casa e sorrio pensando ser Sammy, mas logo me deparo com a figura miúda de Luiz enrolado em seu cobertor antialérgico e trazendo pelas orelhas o pequeno e sujo Tobias. Tob

