Liz Hernandez
Essas palavras terríveis que saíram da boca dele só mostram como ele é de verdade. A mídia não mentiu quando falou desse homem, ele é um canalha, se ele acha que vou cair nesse jogo sujo dele, ele está muito enganado.
Quando saí da empresa, Arthur estava me esperando, Henry estava olhando para a gente, eu dei a mão propositalmente para o Arthur, talvez assim ele não tente nada comigo de novo.
— Algo está te preocupando? — perguntou Arthur.
Sim, o canalha do Henry.
— Não, só tive um dia pesado de trabalho.
Meus pensamentos intrusivos não são capazes de sair para fora.
— Você não precisa me buscar todos os dias.
— Eu vou te buscar e te deixar em casa todos os dias que eu puder, é cansativo andar depois de um longo dia de trabalho.
Esse homem é tão fofo, porque eu simplesmente não me apaixono por ele e acabou.
— Chegamos, dorme bem e descansa.
— Pode ficar tranquilo, obrigado pela carona.
Ele foi embora, hoje o elevador do prédio não está funcionando, droga! Terei que ir de escadas. Finalmente cheguei em casa.
— Chegou a garota apaixonada — disse Alicia.
— Não venha como esse papo tosco de paixão.
Paixão é uma ova, desde criança eu tinha o pensamento do casamento perfeito, o homem perfeito, descobri que eu tenho mão podre para homens.
— Vamos, me conte o que aconteceu — Alicia perguntou preocupada.
Meu rosto desanimado transparece com facilidade.
— Henry pediu para eu me deitar com ele.
— E isso é r**m? você disse que ele é gato.
— Ele disse que eu seria seu objeto pessoal.
Eu estou decepcionada, mas o que eu estava pensando, essa coisa de homem lindo, gostoso e bilionário ficar com uma mulher pobre como eu, só acontece em livros e filmes.
— Ele foi um canalha mesmo, amiga, a mídia sempre falou que ele não tinha interesses amorosos, ele só quer uma mulher para se deitar com ele.
— Eu tentei acreditar que ele não era assim, ele me tratou muito bem desde o dia que eu cheguei lá, talvez o interesse dele seja no meu corpo.
— Você é uma mulher muito bonita, Liz, vai encontrar alguém que preste, acho que é a hora de dar uma chance para Arthur.
— Eu não posso me entregar a ele sem sentir pelo menos um pouco de paixão, eu prometo para mim mesmo que não vou me envolver com alguém como o Henry.
Não irei me entregar para esse homem libidinoso, eu nunca irei beijá-lo, muito menos me deitar com ele.
— Falando em paixão, eu ainda não te contei, tem um cara que vai à boate todos os dias para me ver dançar, ele parece ser um bom homem — disse Alicia.
— Nossa, isso aí se entrega para o amor, vocês já tiveram alguma coisa?
— Ainda não, ele disse que quer me tirar da boate e me dar uma boa vida, mas eu amo dançar, não sei se quero desistir de tudo para ficar com ele.
Desistir de algo que você gosta tanto de fazer não é fácil. Alicia sempre gostou de dançar, quando éramos adolescentes ela se pendurava em qualquer coisa para dançar.
— Você tem que fazer o que gosta, mas lembre-se, para um homem, ver sua mulher dançando para vários homens em uma boate também não é fácil.
— Eu sei disso, eu vou pensar com carinho nessa ideia.
— Hoje vai ter mais uma festa à fantasia lá na boate, as pessoas precisam colocar a mesma fantasia de antes, você poderia aproveitar para beijar uns gatinhos — disse Alicia entusiasmada.
— Estou cansada, porém vou assim mesmo.
Eu sei que amanhã estarei com uma ressaca daquelas beber vai me fazer esquecer as palavras maliciosas do Henry. Coloquei um vestido justo vermelho, bem apertado, vou chamar a atenção de todos hoje.
— Nossa amiga, você está linda, não se esqueça da máscara de coelho.
Alicia pegou a máscara, se aproximou e colocou no meu rosto.
— Vou colocar minha jaqueta.
— Você e essas jaquetas.
Chegamos à boate.
— Eu vou para o camarim, colocar uma roupa para dançar, aproveita o máximo que você conseguir.
Eu vou ficar sozinha de novo, por isso não venho para esses lugares. Fui até o balcão de bebidas e pedi uma bebida bem forte, quero ficar louca de uma vez. O garçom trouxe uma bebida laranja.
— Diferente, essa bebida é forte? — Perguntei curiosa.
— Ela é muito forte, o principal é que ela é docinha.
Virei o copo na boca. A bebida é realmente doce! Eu adorei, agora vou conseguir beber ainda mais. Vi uma multidão de homens indo observar o palco, e uma mulher vestida de mulher gato estava chamando a atenção de todos os homens do local, inclusive a do Batman que vi outro dia. Me virei de volta para o balcão e pedi mais bebida.
Se eu tivesse ao menos o corpo dessa mulher, eu não estaria passando pelos perrengues que acontecem comigo.
Virei o terceiro copo de álcool e pedi mais um, eu já estou ficando maluquinha, estava prestes a beber o quarto copo, fui interrompida pelo homem forte com máscara do Batman.
— Beber tanto assim faz m*l à coelhinha.
Ele tomou a bebida da minha mão e bebeu.
— Ei, eu paguei essa bebida — fiquei irritada porque eu quero beber mais.
— Não se preocupe, eu posso comprar quantas bebidas você quiser, mas eu acho que você já bebeu demais.
Mais um homem safado! Ou talvez um homem carinhoso querendo apenas cuidar de uma desconhecida que ele nunca viu.
— O que você quer? Não se aproxime muito de mim neste momento, eu estou bêbada, eu vou ficar louca e te agarrar.
— Acho que você não está muito bem agora, está falando enrolado.