Liz Hernandez
Ele segurou na minha mão e me levou para um canto na boate que estava mais quieto e vazio. Eu encostei na parede e percebi que não tinha saída porque ele estava bem na minha frente.
Se esse homem me agarrar agora, eu não aguentaria. Uma multidão de homens e mulheres acabou chegando no local vazio, ficamos ainda mais apertados e colados.
Eu posso sentir o peito dele subindo e descendo com uma respiração profunda.
— Acho melhor a gente sair daqui.
— Eu quero ficar aqui com você.
Ele segurou na minha cintura, apertando-a com sua mão grande e pesada, sua altura e seu corpo enorme não me deixam enxergar nada. A mão dele começou a alisar minha cintura, faz tanto tempo que não fico com um homem, eu estou com a calcinha molhada nesse exato momento.
— Você é muito linda, Liz, o que está fazendo nessa boate sozinha?
— Você ainda lembra meu nome? Eu vim com uma amiga, mas ela está ocupada agora.
— Eu lembro de tudo sobre você, Liz, seu corpo e sua boca desenhada com o arco do cupido mais lindo que já vi.
Não diga essas palavras, eu vou ficar ainda mais excitada assim! Ele apertou seu corpo no meu, consegui sentir algo enrijecido encostando na minha i********e.
Oh, céus! O que será de mim sentindo isso.
— Não tenho medo de mim, coelhinha.
Ele se aproximou dos meus lábios e me deu um selinho, deu um beijinho na bochecha e outro na testa.
— Não faça isso, eu não aguentarei por muito tempo.
— Eu não quero que você aguente.
Ele apertou seu corpo ainda mais, senti sua ereção pulsar, uma mão dele saiu da minha cintura e puxou o meu cabelo bem atrás da nuca, um arrepio tomou conta de todo meu corpo, mas algo ainda mais quente estava prestes a acontecer, sua boca grudou nos meus lábios.
Um beijo quente e molhado, uma língua firme e forte estava passeando dentro da minha boca, uma mão forte estava puxando o meu cabelo. Não sei quanto tempo durou esse beijo, só sei que quando ele soltou meus lábios, eu estava sem ar.
— Que boca deliciosa você tem, Liz.
Suspirei! Solto um gemido com sua ereção me apertando.
Uma voz forte chamou pelo homem.
— Acho melhor a gente ir agora, querido, vejo que você já se divertiu demais.
Era a loira peituda puxando o homem para longe de mim, porque sempre tem uma peituda atrapalhando tudo.
Ele passou os dedos nos meus lábios e se despediu mais uma vez, me abandonando.
— Desculpa Liz, eu preciso ir agora.
Será que ele é casado?
Eu não posso acreditar que quase me entreguei tão facilmente para um desconhecido, preciso encontrar a Alicia.
Encontrei!
Ela estava dançando sensualmente para um homem bem na sua frente, esse homem estava comendo-a com os olhos, ele estava com a máscara de um lobo. Alicia dança muito bem, ela sobe na barra de pole dance fazendo manobras de tirar o fôlego, se eu fosse homem também ficaria obcecado por ela.
A dança terminou, ele ajudou ela a descer do palco e vieram na minha direção.
— Essa é minha amiga Liz, ela mora comigo.
Ele pegou na minha mão e deu um beijo.
— Que galanteador, você encontrou um belo partido, Alicia.
— Esse é o Marcel — disse Alicia, apresentando o homem.
— Liz, você poderia me ajudar? preciso convencer sua amiga, quero que ela seja minha esposa.
— Isso depende dela, eu não posso fazer nada — respondeu Liz.
— Eu vou deixar vocês duas em casa agora.
O carro do homem era uma Ferrari vermelha, muito linda por sinal. Chegamos a casa de madrugada, eu só irei dormir por algumas horas.
— Alicia, eu vou dormir, amanhã te conto algumas coisas que aconteceram na boate.
— Está bom, descansa.
Meu despertador tocou, eu joguei o celular longe, o barulho está insuportável, eu estou morrendo de dor de cabeça. Não tinha muito o que fazer, tomei um banho rápido, não deu tempo nem de secar o cabelo, corri como uma louca para chegar logo na empresa.
Quase me atrasei, mas cheguei na hora certinha.
— Liz, o senhor Henry quer falar com você na sala dele — disse a senhora Carter, recepcionista.
O que esse homem descarado quer comigo agora? Eu não estou aguentando de dor de cabeça. Entrei na sala dele, ele estava bem pleno, com os braços cruzados esperando minha chegada.
— O que aconteceu com você? Seu cabelo está molhado.
— Não deu tempo de secar.
— Vai pegar um resfriado, parece que você teve uma noite intensa ontem.
— Não te interessa como foi minha noite.
— Se quer ter noites intensas e cansativas, Liz, então me peça que eu te dou.
Ele deu um sorriso debochado de canto de boca. Levantei-me como uma fera.
— Eu já disse que não vou passar a noite com você, eu nunca nem irei beijar seus lábios.
Isso aí! Disse em voz alta para ele entender que não vou cair no papo dele, uma dor intensa tomou conta da minha cabeça.
— Ah! que raiva, eu deveria ter tomado o remédio.
— Nunca vai me beijar Liz, eu duvido, olha seu estado, não passe mais a noite fora de casa em boates.
Ele abriu a gaveta, pegou uma cartela de comprimidos, se levantou, veio na minha direção com um copo de água.
— Abre a boca.
— Eu posso tomar o remédio sozinha, não sou criança.
— Eu mandei abrir Liz!
Eu abri minha boca, ele colocou o comprimido na minha língua, colocou o copo na minha boca, virando para eu beber.
— Como sabe se eu estava em boate? — Perguntei curiosa.
— É perceptível pela sua aparência, é claro que está de ressaca, se não sabe beber, então não beba.
Quem esse homem acha que é, ele vem me dando remédio, cuidando de mim, ele deve fazer isso com todas as mulheres.
Ele passou o polegar pelos meus lábios, secando o molhado que a água deixou, parece que tive um déjà vu.
— Não me toque!
— Por que eu não posso te tocar, Liz?
Ele passou o dedo anelar na minha testa, descendo até o meu nariz. Os cabelos da minha nuca estavam em pé.
— Eu não quero que você me toque, Henry.
— Você quer sim, você quer que eu faça mais do que isso.
Eu quero mesmo, quero que ele tire minha roupa e me jogue nua na mesa dele.
— Eu quero voltar para o meu trabalho, estou de saída agora.
Se eu ficasse mais um pouco naquela sala, eu não aguentaria, eu me entregaria para ele. Eu fui até o banheiro lavar o meu rosto.
Joguei água no rosto, fiquei olhando minha face toda vermelha no espelho, Mia saiu de dentro de um dos banheiros.
— Vejo que está nervosa, Liz, aconteceu alguma coisa?
Ela é a última pessoa com quem posso falar sobre isso.
— Não, eu estou bem.
— Eu estou nas nuvens, ontem tive uma noite quente e agitada com o Henry, aquele homem sabe mesmo comer uma mulher.
Eu senti uma revolta dentro de mim quando ela falou isso, eu já sabia que ele não presta, agora escutar é ainda pior.
— Vocês fazem um belo par — respondi.
— Eu também acho, ele podia me assumir para todos logo, afinal eu agito sua cama todas as noites.
Mia saiu do banheiro rindo.
Eu sou uma tola, ele me tratou bem porque quer que eu me deite com ele, eu estou tão brava agora a ponto de explodir. Fui para minha sala trabalhar, preciso esquecer tudo isso.
Consegui resolver alguns vídeos que eu precisava resolver hoje, tenho certeza de que Arthur me esperará lá fora assim que eu sair.
Dito e feito! Arthur estava parado na frente do carro dele, quando eu saí, ele abanou a mão, chamando minha atenção.
Henry saiu pela porta da empresa e veio falar comigo.
— Ele está te importunando?
— Arthur? Não está.
— Ele sempre vem te buscar, deve estar obcecado por você.
Revirei os olhos, sai andando sem dar atenção para ele.
Arthur é um bom homem, diferente do Henry que é um i****a.