Daniel Kate meneia a cabeça lentamente, como se o que eu disse fosse apenas um eco distante, incapaz de penetrar na confusão que vejo em seus olhos. — Não sei, Daniel... está tudo muito estranho. Sua voz carrega algo entre dúvida e desespero, e isso me faz querer segurá-la, protegê-la. Mas antes que eu possa fazer qualquer coisa, ela levanta-se abruptamente, o olhar fixo em algo à distância. Instintivamente, eu sigo sua linha de visão. Então vejo. O Range Rover preto, imponente e discreto, como tudo que os Bertizzollos representam. Meu peito aperta. — Kate? — minha voz sai fraca, mas ela não ouve. Já está caminhando em direção ao carro. Corro para alcançá-la, mas antes que chegue perto, ela para de repente, o corpo inteiro tenso. Seus olhos se arregalam, e o desespero em sua expressã

