Armações

1021 Palavras

Antony Assim que chegamos em casa, Daniel abre a porta do carro com um movimento brusco. Ele caminha apressado, as passadas largas ecoando na calçada, até desaparecer dentro da casa. Merda! Ele não deveria estar passando por isso. Amar é uma d***a! Os meus lábios tremem, e sinto a visão turvar. Memórias antigas emergem, trazendo de volta um peso que pensei ter enterrado. Pego minha melhor garrafa de uísque e despejo uma dose generosa no copo. Sento no sofá, o silêncio da sala me envolvendo como um manto pesado. Eu sei exatamente como Daniel se sente. Já vivi essa dor na pele. A lembrança da minha mãe, que nunca mais quis olhar na minha cara, me corrói. O dia em que precisei deixar a mulher que amava ainda é uma ferida aberta. Tiro a carteira do bolso, e ali está ela: a foto de Moira.

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