Pré-visualização gratuita SONHO MOLHADO.
Parte I Charlotte
Hannah sempre foi minha melhor amiga. Desde os dias do colégio, passando pela loucura da faculdade, até os momentos mais difíceis da vida, nós estávamos sempre juntas. Não havia segredos entre nós, ou pelo menos era isso que Hannah pensava. Ela nunca soube que, por trás de todos os sorrisos e palavras de apoio, eu nutria um desejo proibido por seu pai, Ryan.
Ryan sempre foi o tipo de homem que exalava confiança sem esforço. Ele tinha aquele jeito de quem sabe exatamente o que quer e como conseguir. E desde os meus dezessete anos, eu sabia exatamente o que eu queria: ele. À noite, sozinha no meu quarto, era com ele que eu sonhava, imaginando como seria ser tocada por suas mãos firmes, dominada por seu olhar intenso. Eu nunca falei sobre isso com ninguém, muito menos com Hannah. Esse era o meu segredo, algo que eu escondia até de mim mesma, às vezes.
Depois que os pais de Hannah se separaram, ela começou a dividir seu tempo entre eles. E foi em um desses finais de semana que o meu desejo por Ryan encontrou uma oportunidade. Hannah estava triste, recém-saída de um relacionamento complicado, e precisava de mim. Quando me convidou para passar o fim de semana na casa do pai, eu aceitei sem hesitar, já imaginando as possibilidades.
No caminho para a casa de Ryan, minha mente estava a mil. Eu sabia que estava prestes a fazer algo arriscado, mas a antecipação era excitante demais para ignorar. Quando o táxi parou em frente à casa dele, eu saí e ajustei minha blusa, revelando um pouco mais do que o necessário, exatamente como eu queria. Toquei a campainha, e quem abriu a porta foi o próprio Ryan.
Ele parecia mais atraente do que nunca, com aquele ar despreocupado e uma camisa casual que m*l escondia os músculos por baixo. Quando seus olhos encontraram os meus, eles desceram rapidamente para o meu decote antes de voltar para o meu rosto. Eu sabia que ele havia notado, e isso fez um sorriso se formar nos meus lábios.
— Oi, Charlotte – ele disse, com um sorriso fácil, mas havia uma ponta de algo mais em seus olhos. — Hannah está no quarto. Ela teve um dia difícil.
— Eu sei. Por isso estou aqui – respondi, tentando soar casual, embora meu coração estivesse acelerado.
Ryan acenou com a cabeça e me deixou entrar. Eu subi para o quarto de Hannah, encontrando-a deitada na cama, com o celular na mão e uma expressão desanimada. Sentando ao lado dela, comecei a falar sobre tudo e nada ao mesmo tempo, tentando distraí-la. Aos poucos, ela foi se animando, principalmente quando sugeri que fazer ciúmes ao ex poderia ser uma boa ideia.
— Sabe, você pode começar a falar com alguém novo – sugeri, pegando o celular e mostrando a ela o contato de um cara que eu havia conhecido no portão da casa. — Ele parece interessante.
Hannah mordeu o lábio, pensativa, e depois sorriu. Era isso que eu precisava. Se ela estivesse ocupada com outra coisa, eu poderia finalmente agir.
Mais tarde, Ryan nos chamou para jantar. Saímos os três, mas Hannah estava tão envolvida com o celular que praticamente esquecia de nós. Durante o jantar, tive a oportunidade de conversar com Ryan quase que exclusivamente. Ele parecia surpreso com o meu interesse em sua vida, mas eu mantive a conversa leve, sem nunca cruzar a linha. Ainda não, pelo menos.
Quando voltamos para casa, Hannah subiu direto para o quarto, ainda imersa em mensagens. Isso me deu a desculpa perfeita para trocar de roupa. Coloquei uma regata justa e um shortinho que sabia que chamaria atenção. Quando desci as escadas, encontrei Ryan sentado no sofá, assistindo TV.
— Hannah não vai se juntar a nós para um filme? – ele perguntou, mas o olhar que ele me deu sugeria que ele estava pensando em outra coisa.
— Acho que Hannah está ocupada – respondi, sentando-me ao lado dele no sofá. Coloquei meus pés no colo dele, casualmente, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Ele olhou para os meus pés, depois para o meu rosto, uma sobrancelha ligeiramente levantada.
— Confortável? – ele perguntou com um sorriso brincando nos lábios.
— Bem mais agora – respondi, sorrindo de volta.
Ficamos em silêncio por alguns minutos, assistindo à TV, mas a tensão entre nós era palpável. Eu sabia que estava flertando com fogo, mas não conseguia parar. Aos poucos, fui me recostando no sofá, deixando que meus olhos se fechassem. Fingindo que estava caindo no sono, comecei a me mover levemente, como se estivesse tendo um sonho.
— Charlotte… – ouvi Ryan murmurar ao meu lado, mas continuei com a minha encenação.
Meu corpo começou a se mover de forma mais óbvia, gemidos suaves escapando dos meus lábios. Levei a mão até o short, tocando-me por cima do tecido. Estava sem calcinha, e o material logo começou a se molhar. Ryan ficou imóvel, mas eu podia sentir a tensão em seu corpo. Quando comecei a mover meu pé de forma a pressioná-lo mais contra sua ereção, ele finalmente quebrou o silêncio.
— Charlotte, acorda – ele disse, mais firme desta vez, me sacudindo levemente.
Abri os olhos lentamente, fingindo estar desorientada. Quando vi seu rosto tão perto do meu, meu coração deu um salto.
— Eu… acho que estava sonhando – murmurei, tentando parecer inocente.
— Vamos, vou te levar para a cama – ele disse, a voz mais suave agora, mas ainda carregada de algo que ele tentava suprimir.
— Me leva para o seu quarto – pedi, sem pensar duas vezes, a voz saindo mais ousada do que eu planejava.
Ele hesitou, seu olhar se endurecendo por um momento, mas depois, sem uma palavra, me ergueu nos braços e me carregou pelo corredor. Quando me colocou na cama dele, senti meu coração disparar. Antes que ele pudesse se afastar, agarrei seu braço e o puxei para cima de mim, fazendo com que ele caísse parcialmente sobre mim.
Aproximando meu rosto do dele, capturei seus lábios em um beijo, sentindo a resistência inicial derreter à medida que ele aprofundava o beijo. Seus lábios eram quentes, firmes, e o gosto dele era intoxicante. Quando ele finalmente se afastou, seus olhos estavam escuros, o desejo evidente.
— Sabe o que está fazendo, Charlotte? – ele perguntou, a voz baixa e controlada.
— Sei sim, Ryan. Eu quero você – respondi, minha voz soando mais firme do que eu me sentia.
Ele me olhou por um momento, como se estivesse ponderando suas opções, mas logo o desejo venceu.
— Isso é uma loucura – ele murmurou antes de me beijar novamente, desta vez com uma paixão que quase me deixou sem fôlego.
Suas mãos começaram a explorar meu corpo, descendo pelas curvas enquanto ele tomava controle total. Eu tremi sob seu toque, o calor crescendo entre nós. Ele se afastou apenas o suficiente para trancar a porta do quarto e, em seguida, começou a tirar a própria camisa. O corpo de Ryan era exatamente como eu sempre imaginei: definido, musculoso e provocador.
Eu também comecei a me despir, sentindo o ar frio contra a pele quente. Ele voltou para a cama, seus olhos devorando cada centímetro do meu corpo exposto. Sem perder tempo, ele abriu minhas pernas e se posicionou entre elas, um sorriso predatório nos lábios.
— Você não faz ideia de como eu quis fazer isso – ele murmurou, sua voz carregada de desejo enquanto seus dedos deslizaram pela minha pele, parando entre minhas pernas.
Eu m*l consegui responder antes de sentir seus dedos me invadirem, movendo-se dentro de mim com uma precisão que me deixou sem fôlego. Ele sabia exatamente o que estava fazendo, e eu não conseguia conter os gemidos que escapavam dos meus lábios.
— Ryan… – murmurei, meu corpo se arqueando sob o toque dele.
— Silêncio, Charlotte – ele disse, cobrindo minha boca com a mão enquanto continuava a me tocar. — A última coisa que precisamos é que Hannah ouça alguma coisa.
Eu assenti, tentando ser mais quieta, mas era impossível conter os sons de prazer. Quando ele finalmente me levou ao ápice, meu corpo inteiro tremeu, e eu me agarrei a ele, sem forças para resistir ao prazer avassalador que ele havia me dado.
Ainda ofegante, Ryan removeu sua mão da minha boca e começou a beijar meu pescoço, descendo lentamente até alcançar meus s***s. Ele os tomou em sua boca, chupando e mordiscando, deixando meus m*****s duros e sensíveis. Eu gemia baixo, sentindo cada nervo do meu corpo despertar sob o toque dele.
**Parte II: O Crescendo da Paixão**
Quando finalmente ele me penetrou, senti-me completa de uma forma que nunca havia experimentado. Ele era grande, preenchendo cada centímetro dentro de mim de maneira que me fez ofegar. Ryan se moveu devagar no início, como se estivesse testando o terreno, explorando minhas reações, vendo até onde poderia ir. Mas logo, a contenção desapareceu, e o ritmo aumentou, cada estocada mais profunda e intensa do que a anterior.
Eu me agarrei a ele, sentindo cada músculo de seu corpo se contrair com o esforço. A sensação era inebriante, cada movimento seu enviando ondas de prazer por todo o meu corpo. Ryan não era gentil, mas também não era brutal; ele sabia exatamente como me levar ao limite, como me fazer implorar por mais sem precisar dizer uma palavra.
— Isso é o que você queria, Charlotte? – ele murmurou, sua voz rouca ao meu ouvido, enquanto se movia dentro de mim com uma precisão quase c***l.
— Sim… oh, Deus, sim – gemi, minha voz falhando enquanto o prazer me envolvia.
Ryan segurou minhas mãos acima da minha cabeça, imobilizando-me enquanto continuava a se mover, seus olhos fixos nos meus, como se quisesse ler cada pensamento que passava pela minha mente. Eu sentia-me totalmente à mercê dele, e adorava cada segundo dessa sensação.
Ele se inclinou, beijando-me novamente, dessa vez com uma fome que refletia o que eu sentia. Sua língua invadiu minha boca, explorando, reivindicando, enquanto seu corpo mantinha o ritmo implacável. Eu podia sentir o calor se acumulando, o clímax se aproximando com uma força que quase me assustava.
— Grita para mim, Charlotte – ele ordenou, sua voz um rosnado baixo. – Quero ouvir você.
E eu fiz exatamente isso. Quando o orgasmo finalmente me atingiu, foi como uma explosão de luz e calor, deixando-me gritar o nome dele enquanto meu corpo se arqueava contra o dele, os músculos se contraindo ao redor do seu p*u de forma que o fez gemer alto, finalmente perdendo o controle.
Ryan continuou a se mover, ainda mais rápido agora, perseguindo seu próprio clímax. Eu podia sentir cada parte do meu corpo vibrando, ainda ofegante, quando ele finalmente se deixou ir, gozando com um gemido rouco que ecoou pelo quarto. Senti seu corpo tremer contra o meu, o calor do prazer irradiando de nós dois.
Por um momento, ficamos imóveis, apenas tentando recuperar o fôlego. Ryan ainda estava sobre mim, a cabeça enterrada no meu pescoço, sua respiração quente contra minha pele. Eu passei os dedos pelos seus cabelos, sentindo-me incrivelmente conectada a ele, mais do que jamais havia me sentido com alguém.
Finalmente, ele se moveu, saindo de dentro de mim com cuidado, e se deitou ao meu lado. Ficamos em silêncio, o som das nossas respirações ainda pesadas preenchendo o quarto. Eu me virei para ele, observando seu rosto relaxado, a expressão satisfeita que me deu um pequeno sorriso de vitória.
— Isso foi… – comecei, mas não conseguia encontrar as palavras.
— Insano – ele completou, virando-se para me encarar. — Mas não me arrependo de nada.
Eu sorri, aliviada por saber que ele sentia o mesmo. Coloquei minha cabeça em seu peito, ouvindo o batimento cardíaco dele começar a desacelerar.
— Não sei o que vai acontecer depois disso – confessei, minha voz baixa.
— Vamos lidar com isso depois – ele disse, passando os dedos pelos meus cabelos. — Por agora, vamos apenas… aproveitar.
Eu sabia que havia uma verdade simples naquelas palavras. O que quer que o futuro reservasse, naquele momento, tudo o que importava era que estávamos juntos, e que nenhum dos dois queria estar em qualquer outro lugar.
Ryan puxou as cobertas sobre nós, e eu me aninhei mais perto dele, sentindo o calor e a segurança que ele proporcionava. Por mais complicado que tudo pudesse se tornar, eu sabia que nunca esqueceria aquela noite, a noite em que finalmente cedi ao meu desejo mais profundo e secreto.
E, de alguma forma, sabia que essa seria apenas a primeira de muitas noites como essa.