Eu só vou beber um pouquinho, é verdade esse bilhete

5000 Palavras
Ainda um pouco assustada por toda aquela atenção do sexo masculino, a mulher - curiosa para saber quem era o dono da voz - seguiu com os olhos até achar seu portador, e para sua grande alegria e alivio o site não era um enganador. Os meninos, digo homens, eram realmente reais e até agora não parecia ser nenhuma organização criminosa que iria levar ela para trabalhar em outro país. Um suspiro de alívio foi dado pela mulher, seu peito parecia mais leve em saber que tudo foi apenas sua cabeça lhe pregando uma peça. Ignorou a fala ácida que ele lançava pra si - se estivesse no lugar dele muito provavelmente faria o mesmo e só talvez até pior que ele - aproximou-se com passos cautelosos até que ambos estivessem pelo menos na frente um do outro. Só com aquilo pode perceber a diferença de altura e como estar perto fez com que um arrepio percorresse o corpo, causando-lhe calafrios. Thomas estralou a língua no céu da boca, bebendo mais um pouco do líquido, por fim deixava o copo no balcão e finalmente dava um pouco de atenção a figura baixinha ao seu lado. Um sorrisinho de canto surgiu, talvez até zombasse da altura dela quando surgisse a oportunidade, por agora estava um pouquinho irritado por ter sido feito de bobo em esperar por tanto tempo. Apesar de estar chateado, o moreno resolvia deixar aquilo de lado, de toda forma sua companhia e também “namorada” havia chegado e só isso importava. — Então, podemos comer ou você quer beber um pouco e conversar? — perguntou ele. Pelo visto a convivência com ele não seria uma coisa fácil, pensou assim que ouviu a pergunta e o ar de arrogância brotar no rosto masculino, suspirou fundo optando por manter a paciência - pelo menos por enquanto - até agora não tinha motivos para criar uma cena e bancar a louca no meio de pessoas desconhecidas. Ele se endireitou um pouco no banco, deixando as mãos nas pernas com a sobrancelha erguida enquanto aguardava pela resposta sentindo se um tanto desconfortável pelo silencio. Ela por sua vez sorriu gentil quando os olhares se cruzaram, uma coisa que não iria admitir em voz era que o desgraçado era terrivelmente bonito. Ele parecia aqueles protagonistas misteriosos de livros que vez ou outra lia, os protagonistas charmosos que conquistavam suspiros de garotas por onde passava porém o cabelo escuro e os olhos igualmente escuros faziam com que a mulher se lembrasse daqueles vilões ou dos caras misteriosos que mesmo sem querer acabava tendo uma - um penhasco - queda por eles. — Você nem ao menos quer saber o meu nome? — Rebateu a moça. Tudo o que ela desejava era que aquilo fosse o mais amistoso o possível, e não um campo de guerra. Era uma experiência nova de toda forma queria que fosse bom, não só pra si mesma como para ele também não se importava com o dinheiro gasto naquilo e sim só ligava para quem sabe as experiências que teria com ele. — E qual é o seu nome gracinha? — Retrucou Thomas, soltando novamente aquele sorriso de canto que fazia algumas garotinhas sorrirem apaixonadas por ele. Infelizmente não foi isso o que aconteceu com Elisa. O sorriso que havia em seu rosto acabou aumentando ao ouvir a pergunta, pelo menos ele estava tentando e só por isso já bastava. Talvez, só talvez pudessem ter uma noite agradável e não passar o resto daquele encontro como nos dias seguintes como cão e gato, foi o que ela pensou antes de responder. — Elisa Green. — Respondeu com ânimo, o que fez o homem à sua frente rir de maneira rouca. No segundo em que a resposta passou por seus ouvidos Thomas Walter, não tardou em se erguer do banco, cortando a pouca distância entre ele e a mulher de cabelos cor de fogo. Surpresa pela reação inesperada do homem, a Green acabou por se afastar um pouquinho dali e com os olhos bem atentos na figura masculina que ria baixinho pela sua reação, a mulher assistiu o corpo dele se curvar e beijar sua mão de forma carinhosa. O rosto dele se levantou um pouquinho, um sorriso arteiro como de uma criança que vai aprontar se instalava na pele clara de Thomas ao mesmo tempo em que um sinal de perigo cantava na cabeça feminina, com toda certeza se tivessem se conhecido em outra situação ela se manteria bem mais bem longe dele. Thomas Walter parecia ser aquele tipo de cara que quando entrar na sua vida não vai f***r apenas a sua b****a, e sim o seu coração deixando a apenas com um rolo de papel e vários filmes ruins enquanto esquece de sua existência. O sorriso foi aumentando quando os olhares se encontraram no meio do caminho, tal ato também deixou Elisa Green com as bochechas vermelhinhas como também pensamentos sujos se instalavam pouco a pouco em sua mente. Desgraçado, pensou a ruiva. — É um prazer milady. — Disse de forma galante. Elisa tentou inutilmente afastar qualquer pensamento que estivesse tendo um balançar rápido feito com a cabeça, no fim revirou os olhos mordiscando os lábios com certa força, contendo os palavrões que queriam sair e os risos nervosos também que queriam se uniu a aquele show. — Vamos comer logo. Eu estou morrendo de fome. — Retrucou a moça, libertando-se dos dedos masculinos o mais rápido possível e também não ficou muito tempo parada ali, começou a andar na frente até as mesas do restaurante. Vendo a reação dela diante de suas ações, soube que havia mexido com ela o que tornava tudo mais divertido. O Walter deixou que um sorriso surgisse nos lábios. De fato, aquela moça parecia ser bem interessante pensou enquanto voltava a posição inicial e com passos lentos acompanhava a moça. — Eu não poderia sugerir algo melhor. — Rebateu um pouco zombeteiro. Conviver com Elisa Green, só talvez não seria uma coisa r**m, talvez até gostasse. [...] Thomas mordiscava um dos pães postos na mesa e às vezes molhava um pouquinho em um dos inúmeros molhos logo ali ao lado, provocando um murmúrio irritadiço em sua companhia que por uma consequência feliz vez ou outra acabava arrancando um riso baixinho de si mesmo. Um fato era, estava adorando provocar aquela mulher, seja para ver suas bochechas coradas por vergonha ou uma expressão em seu rosto que denunciava que claramente iria mata ló se por caso ousasse em falar mais alguma coisinha. Dificilmente admitiria isso sobre alguém logo nos primeiros minutos de encontro, porém com Elisa Green estava se divertindo de verdade e não precisava fingir. Esse cenário continuou até que ela parou de prestar atenção nele e resolvia então apreciar o bom vinho na taça ao seu lado. Ele parecia mais uma criança e isso era irritante demais. Estavam daquela forma durante longos minutos, as falas trocadas eram afiadas feito facas. Um clima bom entre os dois era talvez um sonho visto que tanto um como o outro gostava de colocar mais e mais fogo na fogueira até ver o parceiro perder a linha, aquele joguinho infantil mesmo que odiassem admitir era divertido. O que só convencia a ruiva que aquilo era perda de tempo e Victoria estava errada sobre namoro online ou encontros combinados pela internet, pelo menos uma coisa boa era certa, iria encher a barriga com boa comida. Levou um pouco de vinho até os lábios molhando a garganta seca. — Vai com calma, não quero levar ninguém nos ombros depois daqui. — Comentou o moreno, no início estava mesmo com tédio, porém agora acabou ficando um pouquinho divertido. Queria quebrar o gelo que aquele silencio havia instalado sem ambos perceberem, algo que era realmente triste visto que estavam indo tão bem lá no inicio. Quando ouviu aquilo estava pronta para levantar a mão e mostrar o dedo do meio ou quem sabe soltar um dos vários palavrões que tinha em seu repertório e por fim diria que era grandinha o suficiente para beber quanto quisesse e ele não era seu pai. Felizmente, a garçonete foi mais rápida em colocar os pratos na frente de cada um, interrompendo o que quer que fosse acontecer. Apesar de ser um restaurante fino, Elisa sempre optava pelo prato mais simples do cardápio, já que tinha medo de experimentar algo novo e acabar não gostando, escolhia a sua comida favorita da cozinha italiana: lasanha. Estava lá para comer e não ver uma decoração bonitinha em cima de um prato. Thomas também tinha o mesmo pensamento, contudo, ao invés de uma deliciosa lasanha como a parceira, ele optou por algo mais tradicional da cozinha italiana, a clássica macarronada almôndegas. Antes de começar a comer, molhou levemente os lábios no líquido ali ao lado, ao mesmo tempo em que assistia a moça a sua frente salivar de desejo pelo prato a sua frente e sem esperar mais nem um único segundo ela logo começava a comer, sujando se um pouquinho de molho. Achou graça naquilo e não se conteve em rir em voz baixa, principalmente quando ela colocou um pouco na boca e gemeu em satisfação. — Então, no que você trabalha? — perguntou querendo puxar assunto, pois, uma coisa que Thomas odiava certamente era silêncio. Sentia se desconfortável, sem jeito para conversar quando isso ocorria Mordiscou a massa sem pressa alguma, pensando na pergunta que ele estava fazendo. — Isso é uma proposta indireta de paz? — retrucou a ruiva, cortando mais um pedaço da refeição, estava delicioso. Ele molhou os lábios com o vinho, depois agarrou mais um dos pães mordendo metade deste. — Encare como quiser, Green. — Retrucou o moreno, sua voz era calma e ele estava mesmo decidido a quebrar aquele clima r**m entre eles. Molhou os lábios com um pouco de vinho e suspirou fundo antes de prosseguir com o que tinha para dizer. — Acho que temos um contrato por um tempo muito longo e ao menos podemos tentar ter uma convivência pacífica durante esse tempo, algo que seria i****a de não fazer. Pelo menos não seria dinheiro jogado fora, não acha? O ouviu com atenção, concordando em silêncio quando ouviu aquelas coisas. Aguardou rapidamente um dos guardanapos para limpar os lábios sujos de molho de tomate, infelizmente ainda parecia uma criança quando comia massa. . — Então, você diz isso para todas que quer levar pra cama? Com aquilo Thomas não pode evitar de rir, um riso baixo. Pelo menos a moça tinha senso de humor, ou seja, sua estadia com ela não seria um tédio completo. Ele se curvou um pouquinho na mesa, o bastante para que ela conseguisse olhá-lo diretamente. Com isso ele sorriu de canto, já com a outra mão o rapaz aproveitava para limpar o rosto sujo de molho de tomate da jovem. — Não. — Falou o moreno voltando logo para posição original, uma expressão divertida rondava seu rosto. — Eu digo isso para quem eu quero ter uma convivência, se eu quisesse levar você para cama acredite não estaríamos nem tendo essa conversa. — Apesar de que parte de si ficou ferida por ser chamado de galinha, aquilo não era motivo algum para perder a calma, não se revoltava com besteiras afinal não era um moleque. — Mesmo assim, não sou um babaca e se for ou não levar você para cama, isso depende. Durante algum tempo Elisa nada disse, estava mais concentrada no prato delicioso que tinha ali na frente e também na fome que habitava seu ser, o que fazia com que a mulher vez ou outra ficava um serzinho arisco, preferia por alguns segundos ficar quieta do que ter uma conversa pacífica. No segundo seguinte, a mulher limpou a boca com um guardanapo e em seguida agarrou a taça de vinho, porém, o pouco conteúdo dentro do vidro não foi o bastante para matar sua sede e por isso tratou logo de trazer a garrafa da bebida para perto da boca, bebendo direto do gargalo. Thomas largou do garfo que segurava, prestando toda sua atenção na figura à sua frente. — Isso tudo foi sede? — questionou, deixando a sobrancelha esquerda levemente arqueada. Não houve resposta, Elisa parecia esquecer de sua presença, o vinho pelo visto estava muito mais interessante do que uma conversa. Quando a bebida acabou a moça de cabelos cor de fogo deixou a garrafa sobre a mesa novamente, sorrindo mais alegre do que antes ela perguntou. — Aqui não ficou muito quente? — perguntou a moça, ajustando a postura na cadeira ficando mais largada do que deveria naquele tipo de lugar. Thomas observava tudo surpreso, os olhos levemente arregalados prestavam toda atenção nela. — Você está bem? — perguntou. Ao ouvir a voz dele, a moça alargou um pouco mais o sorriso simplório que tinha no rosto, os braços foram para a mesa e as mãos serviram de apoio a cabeça. — Eu estou ótima. — Respondeu em um tom alegre, algo que gerou um pequeno calafrio no rapaz. — Você já viu o lago aqui perto? Vendo o ânimo atual da mulher, Thomas acabou por perder a fome que já era pouca mesmo. Seria uma noite daquelas, pensou o moreno estralando a língua no céu da boca já ficando ciente que teria que cuidar dela afinal não seria um babaca em deixar a mulher sozinha e bêbada, ainda mais sabendo dos riscos. — Não, eu não costumo ficar nessa parte da cidade. Os olhos dela brilharam com o recém comentário, a boca se abriu mostrando um pouco dos dentes e Elisa acabou por agarrar o garfo e beliscar um pouquinho da comida dele se sujando com molho, algo que Thomas achou uma graça mesmo odiando que tocassem em seu prato, de toda forma dessa vez ao menos não se importou já que a fome não era seu inimigo nesse tempo ao menos. Largou o objeto e voltou o olhar para cima, sorrindo de canto com os lábios um pouco mordiscados. — E você não quer ir dar uma volta? — rebateu a Green. — Você quer sair daqui ruivinha?Quer dar uma volta? Ao ouvir a pergunta, não tardou nem um mísero segundo em responder. — SIM. — A voz era alta, como um grito e tão chamativo quanto o que fez as poucas pessoas ao redor observar com atenção o casal localizado no centro do restaurante. Liberou um riso constrangido, após observar a situação em que sem querer tinha se colocado. — Sim. — Repetiu, dessa vez de uma maneira discreta fazendo com que ele risse baixinho. Infelizmente ou não eles tinham um contrato, onde ele seria seu namorado pelo período de alguns meses, então fazer coisas assim seria normal do dia a dia ao menos era essa a intenção. Inicialmente não disse nada, voltou sua atenção para o prato de macarronada mastigando o mais devagar que conseguia, na visão de alguns aquela ação chegaria a irritar até os últimos fios de cabelo não Elisa ela estava sorridente e não se importava com o quanto Thomas Walter conseguia ser chato. A Green batucava os dedos na mesa, cantando alguma música de seu repertório pessoal. O clima ao redor era agradável, pessoas conversando, alguns casais se formando, outros comemorando alguma data em especial e o restante estavam apenas curtindo a companhia um do outro. No meio disso as garçonetes passavam com comidas e com bebidas, quando uma delas se aproximou carregando algumas taças de vinho sujas e uma garrafa vazia Elisa ergueu o corpo, entrando na frente da desconhecida que quase caiu na direção contrária. Por sorte a moça tinha conseguido equilibrar algo que a fez suspirar profundamente, aliviada por saber que o salário estava salvo. A Green abriu os braços, assim como os lábios se abriam em um sorriso largo mostrando um pouco seus dentes. As mãos voltaram para o corpo, massageando os s***s levemente estimulando os b***s a ficarem rígidos. — Aí, meu deus que t***o da p***a. — Comentou em voz alta, atraindo atenção mais do que desejava. Todos observavam a cena chocados, principalmente Thomas que olhava assustado para a mulher. Outras pessoas riam baixinho da cena e algumas até mesmo gravavam aquele episódio, certamente Elisa seria a atração da internet disso não existiam dúvidas. O moreno trincou os dentes, se levantando enquanto o pensamento que Elisa era uma doida perambulava pela cabeça. Se moveu com rapidez pelo local, interrompendo os dedos dela de tirarem o vestido. — Desculpem, minha namorada não sabe beber. Eu juro que estamos tentando superar, só que ela é teimosa demais. Também acabou por não ficar quieto no lugar, agarrou algumas notas de dinheiro do bolso deixando as na mesa, agarrando a mão de Elisa no minuto seguinte. Mesmo atrapalhada, a ruiva seguiu com passos rápidos retirando a bolsa da cadeira. — Você quer andar mais devagar? — Indagou a moça, tentando não tropeçar nos próprios pés. O Walter ignorou, não parou de andar mesmo saindo do local Thomas gostaria de garantir que estavam longe o suficiente para não serem alvos de risadas. Seguiu caminho até a praça da cidade, ouvindo uma reclamação ou outra de Elisa quando ia rápido demais e só quando chegaram lá largou da mão da mulher, virando lentamente o corpo até que estivesse de frente para a cabeleira cor de fogo. Olhou para os lados vendo se alguém está a por perto e quando não viu ninguém, direcionou o olhar a mulher. — Você ficou doida? Ela por sua vez demorou um pouco para se recompor, os cabelos estavam mais bagunçados do que de costume e a roupa estava amassada pela correria. Se ajeitou enquanto o ouvia com atenção, um sorriso travesso colocou se no rosto feminino, aproximando-se com passos lentos até a figura masculina colocando uma das mãos sobre os ombros e a outra acabou deixando intencionalmente no m****o masculino, apertando-o levemente. Movimento esse que era seguido pelos lábios femininos. — Não. — Respondeu com calma, com um pouco de ajuda dos pés e os saltos - claro - esticou o corpo até encostar os lábios na orelha dele mordiscando levemente o lóbulo. — Eu só fiquei com um p**a t***o Thomas, imaginando o seu p*u entrando em mim com força e me fazendo gritar. Recuou alguns passos, surpreso pela reação repentina dela, ainda assim a mulher conseguiu cumprir com o objetivo, pois, o corpo dele encostava em uma árvore ficando encurralado. Quem visse a cena imaginária seria apenas um casal trocando carícias e não algo tão libidinoso como aquilo. Tentou se esquivar, empurrar o corpo dela para longe, porém ter as mãos dela agindo daquela maneira tornava a tarefa de pensar um pouco mais difícil. A respiração estava ofegante e os batimentos cardíacos falhavam, a boca seca se entreabria em um momento ou outro. — Você está bêbada, Lisa. — Disse Thomas, tentando controlar seus instintos mais primitivos. Respirou fundo, observando a e sentindo os lábios dela agirem em seu pescoço beijando com delicadeza a pele e as mordidas eram ousadas em marcar a pele masculina causando arrepios gostosos nele. Oh, ela certamente sabia como provocar alguém. Os olhos escuros capturavam os dela e estralou a língua na boca. — Eu não vou fazer nada com você bêbada para ser o culpado depois. As palavras ditas por ele fizeram com que Elisa mudasse de atitude, o sorriso que antes tinha no rosto já não se encontrava mais ali e sim uma expressão tristonha como se seu fosse favorito tivesse sido tomado de suas mãos. Suspirou, olhando para os lados e mordiscando os lábios no fim quando percebeu que não tinha ninguém ali além deles. Se desgrudou do rapaz, e começou a andar em linha reta. — Você tem razão. — Falou a Green, a cada passo a mulher se livrava de uma peça de roupa e objetos fazendo uma trilha na grama. Primeiro foi o casaco, depois os dois sapatos, a bolsa e as pulseiras e por fim o vestido ficando com as peças íntimas. Thomas achou mesmo que ela tinha juízo, isso até ver as ações da mulher. Aquilo o fez desviar os olhos, seguindo-a apenas para garantir que não iria dar em alguma besteira. — O quê está fazendo? — perguntou o moreno, mesmo um pouco distante dela ele conseguia ver nitidamente o corpo feminino graças a pouca iluminação fornecida pela lua. Os cabelos soltos e a pele dela em contraste com a cor escura das peças de baixo fizeram com que ele ficasse um pouco nervoso, mesmo assim não iria ceder aos instintos mais primitivos. A Green se virou, andando em direção a ele com um sorriso no rosto enquanto a calcinha e o sutiã se perdiam entre as várias peças no gramado, entrando no campo de visão dele. Thomas assustado arregalou os olhos, fechando os olhos bruscamente. Aquilo estava mesmo acontecendo?Pensou o Walter, estralando a língua no céu da boca. Prestava atenção em qualquer barulho, seja de passos ou não estava com medo de alguém aparecer e eles serem pegos por perturbar a paz. Abriu os olhos um pouco, observando a com a respiração um pouco ofegante. — Você quer ser presa por acaso? Elisa gargalhou alto com o que ouviu, não precisava estar perto dele para saber como ele estava. — Eu só quero nadar Thomy. — Retrucou a moça, o mais inocente que conseguiu e também não aguardou nenhum aviso dele nem um comentário sobre sua vontade. Correu até o lago da praça e pulou na água, a temperatura abaixo do esperado a fez gemer baixinho. Ouviu o barulho do estrondo e não estava mesmo acreditando que ela tinha feito. Deveria dar a sugestão de um teste psicológico antes de finalizar o contrato, certamente deveria ter essa opção no site. Ele se aproximou com cautela do lago, com os batimentos cardíacos falhando uma vez ou outra. — Você acabou de sair do hospício? Diferente dele, Elisa estava bastante relaxada. Ela ria alto das caras e bocas que o outro fazia e quando não estava fazendo isso simplesmente mergulhava na água. Neste meio tempo a moça tinha mandado até a beira do lago, os cabelos estavam arrumados na direção contrária com um sorrisinho no rosto ela o chamava com alguns dedos. — Você não vai entrar? — perguntou a moça mudando de assunto. — Você acha que eu sou louco? — Rebateu o Walter tendo uma das sobrancelhas levantadas. A adrenalina o deixava louco, estava em pânico na cabeça dele iam ser pegos e levados para cadeia o que seria uma história ótima. — Eu não quero ser preso Elisa. Quando o ouviu a moça não expressou nenhuma reação, saiu do lago ainda sustentando aquele sorrisinho no rosto. A brisa fria não incomodava nem um pouco andando na direção dele, por segundos Thomas se sentiu dentro de um conto daqueles que lia quando mais jovem onde ele era o homem que era seduzido pela sereia. Sentiu os dedos dela sobre as vestes na parte de baixo e imediatamente a impediu de terminar de descer o tecido. Elisa fazia com que ele perdesse o juízo de uma forma irracional, a queria por perto disso tinha total certeza. — O quê pensa que está fazendo? — Ajudando você a tirar a roupa, não é justo que eu seja a única nua. — Retrucou a moça, dizer aquilo foi como responder uma pergunta simples. Bufou irritado com a situação em que se encontrava, os dedos permaneceram segurando a calça. — Não mesmo. Não tem como eu entrar nesse lago agora. — Falou Thomas, sentindo os batimentos ficarem rápidos quando os dedos femininos circularem suas pernas até chegar à virilha. Oh, não estava ultrapassando os limites agora. O corpo dela estava perto, os s***s medianos roçavam no abdômen arranhando o com os b***s eretos e a boca beijava o pescoço de Thomas lentamente. — Vamos ficar apenas um pouco. — Falou, sua voz era calma e rouca como veludo. Tentadora para não dizer o contrário. — Vai ser divertido. Thomas fechou os olhos se lembrando mentalmente o quanto aquilo era errado e dos motivos para não ceder. Ela podia apenas querer passear na praça perto do lago, eles iriam conversar e talvez só talvez iria dizer algo que a tiraria do sério e então o contrato entre eles acabaria. Porém, não foi isso que aconteceu. Engoliu em seco quando escutou um gemido vindo dos lábios femininos. Os dedos já não seguravam com tanta firmeza as calças e o m****o já não respondia mais racionalmente estava entregue aos dedos daquela mulher e a fala mansa dela. — Elisa isso é... Beijou a pele atrás da orelha, sentindo o corpo dele, se arrepiar um pouquinho com o toque. — Divertido? Empolgante? A adrenalina não te excita Thomas? — Interrompeu a moça, desgrudando-se dele e voltando novamente para o lago feliz por sua recém realização. Thomas sentiu as bochechas corarem por alguns segundos, o tecido que antes segurava já estava perto dos pés e ela longe sem poder ouvir sua resposta. Aquela mulher era louca, disso tinha certeza. Que Deus o perdoe por fazer aquilo, pensou o moreno retirando cada peça de roupa deixando as espalhadas pela grama assim como a mulher tinha feito e com passos rápidos entrava na água. Inicialmente sentiu calafrios no corpo devido a água fria, isso até sentir o corpo dela perto do seu. — Você está bem? — perguntou Elisa, analisando cada parte do rosto masculino. Acabou rindo com a ironia da pergunta, um riso baixo e debochado. — Eu que deveria estar perguntando isso, não o oposto. Sorriu de canto com a resposta que obteve, avançou um pouco o rosto do dele beijando a bochecha, fazendo uma pequena trilha de beijos até o pescoço ao mesmo tempo em que suas mãos massageavam os ombros dos tensos de Thomas. — Relaxe. — murmurou a mulher, agora mudando de posição e ficando na frente dele. — Feche os olhos e relaxe. Mentalmente ele se xingava até o último fio de cabelo, como acabou caindo em algo assim? — Não mesmo. — Respondeu o moreno, fazendo uma breve pausa entre uma fala e outra. — Para acabar afogado?Não. Elisa o escutou com atenção, rindo baixo pela reação dele e consequentemente a respiração quente da moça acabou tocando a pele dele fazendo com que os cabelos da nuca ficarem eretos. Nesse meio tempo os dedos dela novamente tinham um encontro com o falo, agiam rápido e eram ousados no movimento colocando um pouquinho de pressão na glande. Thomas urrou com o ato, fechando imediatamente os olhos tentando se controlar e não render aos toques da mulher, não mais uma vez. — Relaxe Thomas, eu não vou fazer nada que você não queira. Não estava assim tão convincente daquelas palavras, não conseguia pensar mesmo tendo as mãos sobre os ombros femininos não a afastava. Os toques dela eram precisos, ora lentos e ora rápidos sempre com alguma surpresa no fim e quando menos se dava conta estava lá rendido aos toques femininos. Era algo tão bom, seu corpo sentiu se tão bem e viciado nos toques dela, tanto que se viu imaginando por coisas que talvez se existisse a possibilidade de acontecer entre os dois. Os gemidos eram lentos, a voz dele mesmo baixa dava gás ao fogo da mulher. — Ahãm, Lisa…Mais, rápido. — Gemeu entredentes. Grudou mais um pouco o corpo no dele, de modo que apenas o início do pênis raspasse entre suas carnes sem penetrar. As mãos foram para os ombros dele, querendo se equilibrar melhor naquela manobra, puxando um pouquinho os fios de cabelo masculinos para no fim beijar o queixo dele delicadamente. Os olhos dele estavam abertos e os corpos se mexiam em pura sincronia, era tão gostoso sentir ela daquela maneira. Os lábios às vezes trocavam um pouco de saliva, correspondendo às vontades de cada um. — Li-sa. — Grunhiu o rapaz, fazendo com que a outra risse em voz baixa roubando imediatamente um selinho dos lábios masculinos. — Você tem uma b***a linda, Thomas. Ter a b****a dela tão perto e não poder entrar, era demais para ele aguentar o juízo e seu lado racional já não correspondiam a nenhuma parte do corpo e muito menos da mente. Por mais que o clima entre os dois estivesse realmente bom, Elisa Green tinha outros planos para o fim daquela noite. Uniu novamente os lábios nos dele, fechando os olhos assim como Thomas por longos minutos. Aquele beijo iria entrar para história. Aos poucos descolou o corpo do dele e foi se afastando até sair do lago. — Elisa? — chamou por ela, notando imediatamente a ausência do corpo feminino. Se por acaso antes não entendia nada, agora estava completamente perdido. — Não abra os olhos ainda, tenho uma surpresa para você. — Rebateu a Green, colocando a camiseta dele no corpo molhado e em cima o casaco que tinha trazido consigo. Pegou também o resto de suas coisas, assim como o restante das coisas do rapaz andando pelo caminho que tinham feito. Percebendo a recém agitação, Thomas ficou um pouco aflito mesmo assim permaneceu do mesmo jeito com os olhos fechados e o corpo mergulhado na água fria. — Elisa? — chamou por ela mais uma vez, esperando uma resposta boa agora. Com o corpo um pouco virado na direção oposta e os cabelos bagunçados, e uma das mãos na porta do táxi a mulher o respondeu, alto o bastante para que nenhuma palavra passasse despercebida. — Pode abrir agora. Assim que a ouviu ele não demorou a fazer o que foi dito, abriu os olhos vendo a figura feminina bem longe do local em que estavam. A analisou de cima abaixo, vendo suas coisas nos braços da mulher que agora entrava no carro sumindo de sua vista, irritado batia as mãos no lago fazendo com que a água fosse para cima e depois o atingir em cheio. Aquela certamente não era a noite que ele esperava, nem em sonhos.
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