Assim que cruzamos a entrada do prédio, a atmosfera se torna densa e carregada. Mateus e Luciano se encaram como se estivessem prestes a brigar. Não é preciso ser especialista em linguagem corporal para perceber que Mateus está prestes a explodir. Me ver saindo do carro de Luciano o irrita mais do que esperava. — Posso perguntar por que vocês estão juntos? Ele deixa escapar, com os dentes cerrados. — Mateus, por favor... O meu carro quebrou e Luciano se ofereceu para me dar uma carona. Respondo em tom gentil, fingindo desconforto. — Podemos conversar no meu escritório? — Perfeito. E você... Ele acrescenta, virando-se friamente para Luciano. — Fique longe da Zafira. Ela é minha. — Então você deveria ter cuidado melhor dela. Responde Luciano, sem perder a compostura. Seu tom é firme, mas

