CAPÍTULO 37

1310 Palavras

Acordei com um baque frio me cortando a alma. Um balde d’água… gelada, jogado sem dó bem na minha cara. Ofeguei, tossi, meu corpo inteiro se retraiu. Era como se a realidade tivesse me chutado de volta pro inferno. Tudo doía. A cabeça latejava, uma fisgada atrás da nuca me deixava zonzo. Quando tentei me mover, senti… amarras. Braços presos nas costas. Pé descalço. Sem minha arma. Sem meu distintivo. Sem camisa. Sem escapatória. O lugar fedia a urina, sangue e mofo. Um porão, talvez. No fundo do peito, um peso… A sensação de que eu não sairia dali com vida. Até que… a porta range. Passos lentos. Um vulto entra com um sorriso nojento na cara. - Olha só… O doutorzinho acordou. - a voz veio arrastada, debochada. Abro os olhos com dificuldade, ainda turvos. Tento focar.

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