CAPÍTULO 38

1220 Palavras

Se tinha uma coisa que eu sabia fazer, era ser rata de favela. Nasci e cresci no meio disso tudo, depois ainda me envolvi com vagabundo… Conhecia cada viela, cada buraco, cada atalho. Quando eu fazia os corres pro Canário, ele me chamava de fantasma, porque eu sumia, passava batida. Ninguém via, ninguém ouvia. Eu fazia a entrega e voltava sem levantar poeira. Mas agora... agora era diferente. Eu ia entrar naquele lugar pra tirar o amor da minha vida de lá. Nem que fosse a última coisa que eu fizesse. Jaqueline tava ao meu lado, e quando a olhei nos olhos, vi que ela tava com o mesmo sangue nos olhos que eu. - Vamos por onde? - ela perguntou, ajeitando o moletom e puxando a touca pra frente. - A gente vai entrar pela viela da Igreja velha, sabe? Onde tinha aquele boteco que explodiu no

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR