Ser pai de novo. A ficha ainda tava caindo. Não que eu não quisesse na real, eu queria muito, mas confesso que no dia da notícia eu fiquei duro que nem estátua de praça. Bruna já tem o Arthur, e eu entre o tiro, Canário, e essa vida maluca, nem sabia se merecia aquilo. Mas aí veio aquele presente. Uma roupinha de bebê com a frase: “Meu herói veste farda, e eu chamo de papai.” Porra... Me desmontou. Pior que tortura psicológica. Bruna conseguiu arrancar de mim o que nem treinamento da corporação conseguiu: um choro no silêncio. Um choro de homem duro, quebrado e inteiro ao mesmo tempo. Depois disso, não deu. Chamei Rafael. Precisava dividir essa comigo. Ele era meu parceiro de guerra, de riso, de missão. E agora ia ser meu comparsa nessa maluquice que se chama “família”. Chamei ele pr

