Caroline Matolly Narrando
- O baile estava tão maneiro que conseguir esquecer completamente o mundo lá fora. Estava me sentindo leve e feliz, o que é raro. Única coisa que me incomodou foi uns homens m*l encarados me comendo com os olhos, como se nunca tivessem visto mulher na vida. Fui no banheiro e aquela mulher falou um monte pra mim, odeio brigas mas não vou permitir ninguém me esculachar ou diminuir por algo infundado.
- Voltei do banheiro p**a da vida, querendo ir embora se não ia dar na cara de meio mundo. Expliquei por alto pra Luana o que aconteceu e o enviado do cão veio saber o que aconteceu, discutimos pra variar e ele teve a audácia de dizer que não tem mulher e foi na direção da mesma arrumar confusão.
- Sei que bandidos são todos ruins e não tem sentimentos por ninguém, talvez nem pelas próprias esposas. Mas ser casado e pagar de solteiro é demais pra mim.
- Ela foi totalmente desrespeitosa comigo, mas nenhuma mulher merece se rebaixar a esse ponto pra caber em um mundo que não é dela. É o fim da vagabunda mesmo.
- Quando ele estava quase chegando nela, o céu ficou tomado por fogos anunciando uma invasão, aí começou a correria. Ele meio que discutiu com o VT mas não deu para saber o que era, estava uma gritaria e pessoas correndo para tudo que é lado.
- Eles desceram com a gente e os seguranças fazendo uma barreira sobre nós e entramos no carro, discutimos no carro pra variar. Até pensei que pudesse ser meu pai, porque descobriu que estou aqui. Mas o que me pegou foi ele acjar que eu arquitetei tudo com meu pai para poder prejudicá-lo. Por mais que eu tivesse motivos para isso, jamais faria. Ele me sequestrou, tirou minha paz e decidiu morar na minha mente e talvez no meu coração.
- Chegamos e entramos em uma casa extremamente linda, com tudo moderno e elegante, quem mora aqui tem um bom gosto, a casa dos sonhos. Nunca pensei que pudesse ter uma casa dessa na comunidade, sem preconceito. entramos e eu fiquei pensando mil coisas. Se ela fosse mulher dele, porque ele nos protegeria e deixaria ela lá? Não faz sentido, se bem que vindo de bandido espero qualquer coisa, ela deve tá de castigo por ter desobedecido alguma ordem dele.
- Eles disseram que iriam nos colocar no cofre, fui seguindo a Luana e o VT, no caminho do cofre ele me empurrou em um banheiro, fiquei extremamente nervosa com medo do que ele pudesse fazer comigo, ele deixou a porta entreaberta e levantou meu vestido e teve a capacidade de dizer que ele precisava saber se eu estava de short porque isso estava tirando a paz dele. Que cara s*******o e filho da p**a cara, empurrei ele e só não dei na cara porque fiquei sem reação, que cara babaca. Sai p**a indo pro cofre, quem ele pensa que é? Se eu não estivesse de short ou sem calcinha? Ele não tem nada a ver com isso, tem que cuidar da mulher dele que estava igual uma p**a no baile, nada contra, cada um se veste da maneira que se sente bem, mas era melhor ter ido pelada.
- Ficamos no cofre e eu tive um desentendimento com a Luana, ela só vive o momento e não pensa nas consequências. Estamos entrando em um beco sem saída e ninguém vai conseguir nos tirar de lá. Eles são bandidos e perigosos. Ele já levantou meu vestido pra saber se eu estava de short não sendo nada dele, imagine sendo. O que as mulheres deles devem sofrer não ta escrito. Sei que ninguém obrigou a gente de estar aqui, virmos pro livre espontânea vontade, mas isso tem que acabar.
- Fiquei andando de um lado pro outro querendo saber o que estava acontecendo lá fora. Se realmente fosse meu pai? Se ele descobriu que eu vim pra cá e quer matar o Digão? Eu nunca me perdoaria por isso.
- Ficamos em silêncio, não estou afim de conversar ainda mais com a Luana que só entende o que quer. Ela pode continuar vindo aqui, mas eu não. Não quero mais problemas pra minha vida, chega.
- Algumas horas se passaram, ouvimos o barulho da porta e corremos até ela e o VT abriu a porta. Disse que iria pedir alguém pra levar a gente em casa porque ele tinha que ir no posto saber do chefe que está ferido.
- Ali meu mundo parou, a ansiedade tomou conta de mim. O frio percorreu pela espinha, o ar não chegava os pulmões. Fiquei extremamente abalada. Eu não vou embora pra canto nenhum sem antes de saber que ele ta bem, pedi para o VT me levar no posto.
- Chegando lá e ele já fez um escândalo pra saber aonde o Digão estava, até uma recepcionista informar. Seguimos até o quarto mas não entrei, fiquei parada do lado de fora tomando coragem pra entrar.
- Oi Deus, sou eu novamente. Sei que não mereço que o Senhor me escute, mas venho te pedir pela vida do Digão. Que o Senhor livre ele de todo e qualquer m*l, que nada de r**m aconteça com ele, mesmo sem ele e ninguém saber eu preciso dele vivo e bem mesmo que de longe, amém!