Caveira narrando Continuação O vapor se debatia tanto que a cadeira quase tombou. Eu segurei o ombro dele, firme, pronto pra arrancar o dedo quando ele gritou: — NÃO, NÃO, NÃO! Pelo amor de Deus, chefe! NÃO FAZ ISSO COMIGO! As lágrimas caíam, o nariz escorrendo, o corpo todo tremendo. — Eu já te dei chance pra falar direito — rosnei. — Agora tu vai falar comigo ou com Deus. Decide. Ele soluçou, desesperado, e então explodiu: — Foi o Serpente! — gritou do fundo da garganta. — ELE VOLTOU, p***a! Ele voltou com gente da pesada! E tá vindo pra cima de vocês! Eu travei a mão com a faca a poucos centímetros do dedo dele. Olhei fixo, firme, sem piscar. — Quem é Serpente? — perguntei devagar, deixando cada sílaba cair pesada. — E o que caralhos o Carcará tem com ele? O vapor deu um ri

