Capítulo 145

1290 Palavras

Corvo narrando Saí da favela com a cabeça fervendo, o sangue quente demais, o peito travado como se alguém tivesse cravado um ferro nele. Minha filha, minha mulher e a p***a da minha suposta filha no meio de um tiroteio… só de lembrar, meu maxilar estalava. A gente controlou aquela merda, virou o jogo antes da polícia cercar tudo. Caveira puxou os vapores, fez o corre virar um m******e, mas nada, absolutamente nada importava tanto quanto a frase que estava martelando na minha mente desde o instante em que ouvi: Maite chamando a Lavínia de filha. Se ela chamou… é porque sabe, é porque o DNA bateu, se bateu… então ela é nossa filha, uma filha que me odeia. A verdade que eu temia desde o início se rasgou dentro de mim. Eu ainda estava preso nesse turbilhão quando Lisandra gemeu no banc

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