Capítulo 118

1317 Palavras

Corvo narrando Assim que a Lisandra saiu com o Caveira, fiquei na minha, remoendo tudo que rolou. Pensei que abrir o jogo pra Maite, contar um pouco da nossa história, fosse dar um gatilho nela… ajudar a recuperar a memória que esse desgraçado do destino arrancou. Mas não adiantou. Depois de um tempo, ela soltou que queria ir nas Cinco Bocas buscar umas paradas que tava precisando, mas claro que eu ia junto. Ainda mais com o Carcará solto por aí, tentando se criar de novo. Esse arrombado não sabe a hora de morrer. Quando botei o pé na favela, já fui direto pra boca trocar uma ideia com o Cobra. O cara tava alinhado, postura de quem entende o jogo. Segurança reforçada, vapores posicionados, tudo correndo no esquema. Isso me deu um pouco de paz, mas nunca total. No morro, sossego é ilusã

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