Capítulo 117

2180 Palavras

Maite narrando Depois que a Lisandra foi embora com o Caveira, eu fiquei sozinha com o Corvo. A casa ficou num silêncio estranho, quase pesado, como se tudo estivesse esperando o próximo passo… o meu, o dele, o nosso. Corvo continuava parado perto da porta, me encarando de um jeito que fazia minha pele formigar, como se meus nervos reconhecessem algo que a minha memória não alcançava. Ele pigarreou, cruzando os braços fortes na frente do peito e eu tive que desviar o olhar, porque aquele homem parecia grande demais pra qualquer lembrança que eu não tinha. — Maite… posso trocar uma ideia contigo? — ele perguntou, voz baixa, rouca, carregada de coisa não dita. Eu respirei fundo. Meus dedos tremeram de leve. — Pode. — Respondi. — A gente pode conversar, sim. Corvo fez um sinal com a ca

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