MARIANNA THOMÁZ Dou alguns passos hesitantes, olhando em volta, a cabana é simples, mas aconchegante, tem uma estrutura firme, armários de madeira escura, uma pequena mesa com duas cadeiras, uma cama estreita num canto e uma lareira apagada, otempo parece ter parado ali dentro. — Você já conhecia essa cabana? — pergunto, parando perto da porta, ainda com a mão na maçaneta, como se meu corpo se recusasse a entrar de verdade antes de ouvir a resposta, pois tenho certeza que ele com conhecia. Gabriel, já mais à vontade do que eu, lança aquele maldito sorrisinho cínico que me dá vontade de socar e beijar ao mesmo tempo. — Por que a pergunta? Estreito os olhos para ele, que ri continuando a se mover na cabana como se conhecesse o local. — Porque você pareceu saber exatamente onde estava

