MARIANNA THOMÁZ O silêncio da noite era quase absoluto, só o som das gotas de chuva no telhado quebrava aquela paz incômoda, como se o mundo estivesse prendendo a respiração, esperando algo acontecer. Eu não conseguia dormir, era impossível, aama era pequena, o cobertor grosso nos envolvia e a cabana inteira parecia conspirar para que eu não me esquecesse de um único detalhe, Gabriel estava deitado ao meu lado, quente e tão gostoso, não tem como não ficar imune a ele tão perto que eu sentia o calor do seu corpo me queimar, mesmo sem tocar. E foi aí que me dei conta de como meu corpo reagia a essa proximidade, meu coração estava acelerado demais para o descanso, meus sentidos em alerta por algo mais primitivo do que medo ou ansiedade, estava excitada, esse homem me deixava assim, era er

