MARIANNA THOMÁZ Eu fechei a porta, encostando as costas nela como se isso fosse suficiente para afastar o peso que Simas deixou no ar, ameaças, chantagens, manipulações... Ele nunca muda, e agora quer arrancar de mim a única coisa pela qual lutei de verdade,meu bistrô. Sinto Gabriel se aproximar, seus olhos me analisando em silêncio. Seu cheiro invade meu espaço, amadeirado, quente, forte, como ele. — Você está bem? — pergunta, a voz mais baixa, rouca. — Bem é uma palavra muito otimista pra esse momento — respondi, passando a mão pelos cabelos, exausta. — Mas sobrevivo. Ele cruza os braços, me encarando com aquela expressão que mistura preocupação e desejo, algo que aprendi a reconhecer nele. — Escuta… — ele diz, deslizando devagar até mim. — Você não vai ficar aqui remoendo isso, v

