EDUARDO GABRIEL BELLMONTE Assim que meus olhos pousaram em Marianna, senti meu mundo parar, eu não estava acreditando no que meus olhos estão vendo. Ela estava ali, parada no vão da sala, segurando uma bandeja com a mão trêmula, e o que mais chamava atenção não era sua elegância discreta, nem o jeito suave de respirar. Era o maldito roxo ao redor do olho direito,tão visível quanto um tapa na minha alma, uma mancha escura, inchada, como um grito silencioso pedindo socorro. Meu coração bateu forte, depois falhou por um segundo, o sangue me subiu à cabeça num jorro quente, feroz, como se alguém tivesse acendido um fósforo dentro do meu peito. Senti a raiva tomar forma, crescer como um animal dentro de mim, urrando para sair. Me levantei num impulso, as mãos cerradas, o maxilar travado,

