EDUARDO GABRIEL BELLMONTE A casa parecia pequena demais para conter minha fúria, cada passo, eu sentia o chão ranger como se também não suportasse o peso do meu ódio, subi as escadas como um furacão, o coração batendo no peito como tambores de guerra. Quando alcancei o corredor dos quartos, vi a porta do escritório entreaberta,e lá estava ele, o maldito desgraçado que ousou tocar na minha Marianna. Sentado confortavelmente em sua poltrona de couro, com uma taça de uísque na mão e o celular na outra, o rosto sereno, como se tudo estivesse perfeitamente em ordem, que canalha. Abri a porta com um chute, fazendo-a bater violentamente na parede. — Seu desgraçado! Simas se levantou num pulo, assustado, derrubou o uísque na mesa, e me encarou sério. — Eduardo?! Que merda é essa? Ficou lo

