Ana Sofia estava disposta a fazer Éric pagar pelo que ela dizia ser uma humilhação.
Após o término da relação, ela manteve - se afastada por alguns dias. Sabendo que se aproximava o evento anual das empresas Soyer, ela foi ter logo com Cristina para fazer exigências.
Enquanto esperava na sala de espera da mansão, Ana Sofia decidiu que não deixaria mais Cristina a convencer com as suas palavras doces.
- Ana Sofia! Desculpe a demora.
Estou ocupada demais por causa da festa.
- Olá Cristina. Eu entendo.
E serei breve.
- Senta querida. O que aconteceu?
- O Éric terminou comigo. Ele deixou claro que não casaria nem amarrado.
- O quê? Mas porque ele fez isso?
Vocês brigaram?
- Não. A verdade é que ele não me ama e nunca me amou. Eu também achei que não o amava, mas estava enganada.
- Querida! A relação não funciona quando só existe amor de um lado. E não se obriga ninguém a amar quem não quer.
- Eu sei disso mas..
- Eu lamento muito.
Mas, se ele não te ama, concordo que o casamento seria um erro enorme.
- O quê? Você está a falar sério Cristina?
- Sim eu estou. O Éric é um homem adulto. Porque o obrigaria a casar com quem não ama para viver infeliz o resto da vida.
- Não. Eu não vou aceitar isso.
Não vou mesmo.
- Que seja Ana Sofia. Eu não posso te ajudar.
- Tudo bem. Você é a mãe dele e claro que ficarias do lado do teu filho. Mas eu não vou esquecer dessa humilhação. Vocês vão me pagar por isso.
- Estás a fazer ameaças a mim Ana Sofia?
- Não. Apenas avisando. Eu ainda serei a dona desta casa. E vai ser o Éric a implorar para se casar comigo.
- Você está louca e obcecada pelo meu filho. Fora da minha casa.
Não vou tolerar ameaças. E tem mais: Este ano não quero você na minha festa.
- O quê?
- Isso mesmo. Porque eu te convidaria após me ameaçares?
Se você aparecer Ana Sofia, eu te mando para a cadeia. Fora daqui.
Ana Sofia saiu sentindo- se derrotada. Achou que seria fácil dominar e comvencer Cristina Soyer, mas ela demonstrou ser uma mulher bastante inteligente.
Por enquanto não havia nada a ser feito. Ana então decidiu manter - se afastada e pensar com clareza no que faria.
A sua situação financeira estava péssima. Tinha imensas dívidas para pagar e o casamento com Éric seria a solução para todos os problemas que tinha para resolver.
Por outro lado, Éric estava em uma reunião quando a secretária anunciou a presença da sua mãe.
- Obrigado Janice. Estarei liberado em 10 minutos. Já estamos no fim.
- Sim Senhor.
Éric deu mais algumas instruções e lembrou a todos que deviam confirmar a sua presença na festa.
Maria Helena foi a última a falar.
- Já recebi o convite. Muito Obrigada.
- Fico feliz. Soube que a Isabella é tua amiga.
- Sim. Ela é a minha melhor amiga. Desde crianças somos inseparáveis.
- O Renato disse que ela é realmente muito competente. Sou exigente quando se trata de trabalho. Mas agora estou feliz por ter aprovado a decisão dele de a contratar.
- Agradeço. Garanto que nenhuma de nós te vai decepcionar.
- Eu acredito. Por favor envie para mim o relatório jurídico desta semana.
- Assim será. Até mais.
Éric foi ter com a mãe que o esperava. Ele a viu andar de um lado para o outro, e percebeu que alguma coisa grave tinha acontecido.
- Mamãe!? A Senhora está bem?
- Olá querido. Me desculpe ter vindo assim. E não estou bem.
Estou furiosa.
- O que aconteceu? Vamos nos sentar.
- A Ana Sofia esteve lá em casa hoje. Ela foi me ameaçar.
- O Quê?
- Isso mesmo. Ela exigiu que eu obrigasse você a casar com ela.
- Aquela mulher está louca.
- Eu sei filho. Está obcecada por você. Disse que nos vamos arrepender e outras besteiras. Mas, ela pode ser capaz de cumprir o que disse.
- Não te preocupes mamãe.
Vou resolver este assunto.
- Mas como vais fazer isso? Eu disse que não a quero na minha festa. A segurança já foi alertada. Se ela aparecer devem chamar a polícia.
- Isso não a vai travar mamãe.
- Pode ser, mas a deixou calma por enquanto.
- Não sei por quanto tempo esta calma vai durar.
- Isso não importa agora. Quero distância daquela mulher.
- Está certo mamãe. Ela não vai se aproximar de nós.
- Assim espero querido. Preciso ir agora. Vou me encontrar com a organizadora de eventos e rever os detalhes da festa.
- Este ano a senhora está mais por dentro da organização.
- É claro que sim meu amor.
Afinal, desta vez ela vai ser no mesmo dia do seu aniversário.
- Verdade. A senhora disse isso aos convidados?
- Não directamente. Mas eles saberão quando abrirem as notificações que serão enviadas a partir de amanhã.
- A Senhora acha que vai dar tempo de comprarem os presentes?
- Claro que sim. A mensagem será bem clara.Vou deixar você trabalhar. Até logo querido.
- Até breve Mamãe. E obrigado pela ideia de fazer uma festa única.
Éric acompanhou a mãe até ao elevador. Enquanto esperavam, Paula e Maria Helena apareceram pelas escadas.
As duas conversavam e Helena ria de alguma coisa. Paula parou de rir quando viu Éric e Cristina.
- Senhora Soyer. Bom dia.
- Bom dia Paula. Como você está?
- Estou bem obrigada. E a Senhora?
- Também estou óptima.
E quem é a tua amiga?
- Prazer Senhora Soyer. Sou Maria Helena Menezes. Uma das advogadas da Firma.
- É mesmo? Você é tão nova. E muito bonita também.
- Obrigada. A Senhora é muito gentil.
- Estou apenas sendo sincera.
Ela é linda. Não é mesmo filho?
- Mamãe a Senhora não tem que ir almoçar com a Senhora Evalina?
- Tens razão querido.
Maria Helena eu conto com a tua presença também. Fique atenta ao seu celular. Amanhã receberás uma notificação importante. E tu também Paula.
- Não se preocupe. Ficaremos atentas Senhora Soyer.
Éric abriu o elevador privado e a mãe entrou.
- A minha mãe gostou de você Maria Helena.
- Eu também gostei dela.
É gentil e simpática.
- Tenho um pedido para vocês.
Após receberem as notificações, por favor não façam comentários. Eu velo muito pela discrição de quem trabalha comigo. E você sabe disso não é mesmo Paula?
- Claro que sei Senhor. Não haverá nenhum comentário da nossa parte.
- Agradeço as duas.
Éric voltou para a sua sala e Maria Helena ficou sem entender o pedido dele.
- Paula! O que se passa?
- É que a festa deste ano será no dia do aniversário do Senhor Éric.
Por isso há mais exigências ligadas à festa.
- O aniversário dele? A sério?
- Sim. A notificação vai ser sobre isso, e também sobre a loja dos presentes.
- Uau! Estás bem informada.
- Eu sou a secretária e assistente pessoal dele. Tenho que saber disso. E esta é a terceira vez que isso acontece.
- Tudo bem. Eu entendi.
Mas não sei se vou poder comprar um presente que esteja à altura de Éric Soyer.
- Não te preocupes querida. Ele é muito mais simples do que parece. A loja tem artigos lindos.
- Mas como saberei qual comprar?
- O teu coração vai indicar.
Relaxa está bem?
- Tens razão. Vou voltar ao trabalho.
Conversamos mais na hora do almoço.
- Combinado. Até mais tarde.
Maria Helena pensou no que poderia dar de presente para Éric.
Ainda não o conhecia o suficiente, porque nunca tiveram a oportunidade de conversar fora da empresa.
Maria Helena achava que não, mas Éric já tinha percebido a barreira que havia à sua volta.
Bastava observar a forma como ela reagia a qualquer presença masculina. Estava sempre na defensiva, e só falava com eles quando realmente fosse necessário.
Faltavam agora poucos dias para a festa. No dia seguinte iria às compras, e passaria também na loja dos presentes. Seguiria a sugestão de Paula. Ouviria o seu coração, e com certeza iria encontrar o presente perfeito para Éric.
Mas será que o vai encontrar numa prateleira?