Capítulo 4 - Ameaças

1395 Palavras
Ana Sofia estava disposta a fazer Éric pagar pelo que ela dizia ser uma humilhação. Após o término da relação, ela manteve - se afastada por alguns dias. Sabendo que se aproximava o evento anual das empresas Soyer, ela foi ter logo com Cristina para fazer exigências. Enquanto esperava na sala de espera da mansão, Ana Sofia decidiu que não deixaria mais Cristina a convencer com as suas palavras doces. - Ana Sofia! Desculpe a demora. Estou ocupada demais por causa da festa. - Olá Cristina. Eu entendo. E serei breve. - Senta querida. O que aconteceu? - O Éric terminou comigo. Ele deixou claro que não casaria nem amarrado. - O quê? Mas porque ele fez isso? Vocês brigaram? - Não. A verdade é que ele não me ama e nunca me amou. Eu também achei que não o amava, mas estava enganada. - Querida! A relação não funciona quando só existe amor de um lado. E não se obriga ninguém a amar quem não quer. - Eu sei disso mas.. - Eu lamento muito. Mas, se ele não te ama, concordo que o casamento seria um erro enorme. - O quê? Você está a falar sério Cristina? - Sim eu estou. O Éric é um homem adulto. Porque o obrigaria a casar com quem não ama para viver infeliz o resto da vida. - Não. Eu não vou aceitar isso. Não vou mesmo. - Que seja Ana Sofia. Eu não posso te ajudar. - Tudo bem. Você é a mãe dele e claro que ficarias do lado do teu filho. Mas eu não vou esquecer dessa humilhação. Vocês vão me pagar por isso. - Estás a fazer ameaças a mim Ana Sofia? - Não. Apenas avisando. Eu ainda serei a dona desta casa. E vai ser o Éric a implorar para se casar comigo. - Você está louca e obcecada pelo meu filho. Fora da minha casa. Não vou tolerar ameaças. E tem mais: Este ano não quero você na minha festa. - O quê? - Isso mesmo. Porque eu te convidaria após me ameaçares? Se você aparecer Ana Sofia, eu te mando para a cadeia. Fora daqui. Ana Sofia saiu sentindo- se derrotada. Achou que seria fácil dominar e comvencer Cristina Soyer, mas ela demonstrou ser uma mulher bastante inteligente. Por enquanto não havia nada a ser feito. Ana então decidiu manter - se afastada e pensar com clareza no que faria. A sua situação financeira estava péssima. Tinha imensas dívidas para pagar e o casamento com Éric seria a solução para todos os problemas que tinha para resolver. Por outro lado, Éric estava em uma reunião quando a secretária anunciou a presença da sua mãe. - Obrigado Janice. Estarei liberado em 10 minutos. Já estamos no fim. - Sim Senhor. Éric deu mais algumas instruções e lembrou a todos que deviam confirmar a sua presença na festa. Maria Helena foi a última a falar. - Já recebi o convite. Muito Obrigada. - Fico feliz. Soube que a Isabella é tua amiga. - Sim. Ela é a minha melhor amiga. Desde crianças somos inseparáveis. - O Renato disse que ela é realmente muito competente. Sou exigente quando se trata de trabalho. Mas agora estou feliz por ter aprovado a decisão dele de a contratar. - Agradeço. Garanto que nenhuma de nós te vai decepcionar. - Eu acredito. Por favor envie para mim o relatório jurídico desta semana. - Assim será. Até mais. Éric foi ter com a mãe que o esperava. Ele a viu andar de um lado para o outro, e percebeu que alguma coisa grave tinha acontecido. - Mamãe!? A Senhora está bem? - Olá querido. Me desculpe ter vindo assim. E não estou bem. Estou furiosa. - O que aconteceu? Vamos nos sentar. - A Ana Sofia esteve lá em casa hoje. Ela foi me ameaçar. - O Quê? - Isso mesmo. Ela exigiu que eu obrigasse você a casar com ela. - Aquela mulher está louca. - Eu sei filho. Está obcecada por você. Disse que nos vamos arrepender e outras besteiras. Mas, ela pode ser capaz de cumprir o que disse. - Não te preocupes mamãe. Vou resolver este assunto. - Mas como vais fazer isso? Eu disse que não a quero na minha festa. A segurança já foi alertada. Se ela aparecer devem chamar a polícia. - Isso não a vai travar mamãe. - Pode ser, mas a deixou calma por enquanto. - Não sei por quanto tempo esta calma vai durar. - Isso não importa agora. Quero distância daquela mulher. - Está certo mamãe. Ela não vai se aproximar de nós. - Assim espero querido. Preciso ir agora. Vou me encontrar com a organizadora de eventos e rever os detalhes da festa. - Este ano a senhora está mais por  dentro da organização. - É claro que sim meu amor. Afinal, desta vez ela vai ser no mesmo dia do seu aniversário. - Verdade. A senhora disse isso aos convidados? - Não directamente. Mas eles saberão quando abrirem as notificações que serão enviadas a partir de amanhã. - A Senhora acha que vai dar tempo de comprarem os presentes? - Claro que sim. A mensagem será bem clara.Vou deixar você trabalhar. Até logo querido. - Até breve Mamãe. E obrigado pela ideia de fazer uma festa única. Éric acompanhou a mãe até ao elevador. Enquanto esperavam, Paula e Maria Helena apareceram pelas escadas. As duas conversavam e Helena ria de alguma coisa. Paula parou de rir quando viu Éric e Cristina. - Senhora Soyer. Bom dia. - Bom dia Paula. Como você está? - Estou bem obrigada. E a Senhora? - Também estou óptima. E quem é a tua amiga? - Prazer Senhora Soyer. Sou Maria Helena Menezes. Uma das advogadas da Firma. - É mesmo? Você é tão nova. E muito bonita também. - Obrigada. A Senhora é muito gentil. - Estou apenas sendo sincera. Ela é linda. Não é mesmo filho? - Mamãe a Senhora não tem que ir almoçar com a Senhora Evalina? - Tens razão querido. Maria Helena eu conto com a tua presença também. Fique atenta ao seu celular. Amanhã receberás uma notificação importante. E tu também Paula. - Não se preocupe. Ficaremos atentas Senhora Soyer. Éric abriu o elevador privado e a mãe entrou. - A minha mãe gostou de você Maria Helena. - Eu também gostei dela. É gentil e simpática. - Tenho um pedido para vocês. Após receberem as notificações, por favor não façam comentários. Eu velo muito pela discrição de quem trabalha comigo. E você sabe disso não é mesmo Paula? - Claro que sei Senhor. Não haverá nenhum comentário da nossa parte. - Agradeço as duas. Éric voltou para a sua sala e Maria Helena ficou sem entender o pedido dele. - Paula! O que se passa? - É que a festa deste ano será no dia do aniversário do Senhor Éric. Por isso há mais exigências ligadas à festa. - O aniversário dele? A sério? - Sim. A notificação vai ser sobre isso, e também sobre a loja dos presentes. - Uau! Estás bem informada. - Eu sou a secretária e assistente pessoal dele. Tenho que saber disso. E esta é a terceira vez que isso acontece. - Tudo bem. Eu entendi. Mas não sei se vou poder comprar um presente que esteja à altura de Éric Soyer. - Não te preocupes querida. Ele é muito mais simples do que parece. A loja tem artigos lindos. - Mas como saberei qual comprar? - O teu coração vai indicar. Relaxa está bem? - Tens razão. Vou voltar ao trabalho. Conversamos mais na hora do almoço. - Combinado. Até mais tarde. Maria Helena pensou no que poderia dar de presente para Éric. Ainda não o conhecia o suficiente, porque nunca tiveram a oportunidade de conversar fora da empresa. Maria Helena achava que não, mas Éric já tinha percebido a barreira que havia à sua volta. Bastava observar a forma como ela reagia a qualquer presença masculina. Estava sempre na defensiva, e só falava com eles quando realmente fosse necessário. Faltavam agora poucos dias para a festa. No dia seguinte iria às compras, e passaria também na loja dos presentes. Seguiria a sugestão de Paula. Ouviria o seu coração, e com certeza iria encontrar o presente perfeito para Éric. Mas será que o vai encontrar numa prateleira?
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR