Capítulo 6 - Festa / 1

1147 Palavras
Chegou finalmente o dia da festa. A semana na empresa foi bastante agitada e não se falava de outra coisa em todos os departamentos. Para todos era uma honra ser convidado para o grande evento Soyer. Um acontecimento anual onde a elite e a camada média juntavam- se para conviver em harmonia e sem nenhuma distinção. Durante o evento, tornavam - se uma grande família. Muitas amizades eram feitas e havia até reencontros. O clima era apenas de festa e descontração. Maria Helena iria ao evento pela primeira vez. O seu sonho sempre foi trabalhar com os Soyer e finalmente o tinha realizado. Disposta a divertir - se a causar boa impressão a todos, ela esmerou - se no preparo para a festa. Já tinha enviado o seu presente, mas nem mesmo Isabella sabia que tinha um segundo para entregar pessoalmente. Uma limusine foi enviada para as apanhar. Luís, Sara, Isabella e apenas Joana já estavam prontos. Maria Helena finalmente desceu e deixou todos de boca aberta. - Maria Helena. Você está deslumbrante. Linda demais. - Obrigada Joana. E onde está a Elisa? - Infelizmente teve que cancelar. A filha dela está doente. - Entendo. Vamos? A nossa limousine já chegou. Saíram e após se instalarem o carro partiu para a sumptuosa mansão do casal Soyer. Havia na entrada uma longa fila de limousines. Eram de cores, modelos e diferentes tamanhos, mas igualmente luxuosas e lindas. Éric estava na entrada com os pais recebendo os convidados. Ele notou uma limousine na entrada. Quando a porta foi aberta, reconheceu Isabella, mas não Sara, Luís e Joana. Quase perdeu a vontade de olhar, mas foi então que a viu. Maria Helena sorriu e pousou para o fotógrafo sozinha e com os amigos. Em seguida foram até eles. - Maria Helena! Devo dizer que tu és a mulher mais bonita a passar por aqui. Estás linda demais. - Obrigada Senhora Soyer. É muito bom estar aqui. - Seja bem - vinda Maria Helena. A mamãe está certa. Estás linda. - Obrigada Éric. E feliz aniversário. - Muito Obrigado. Papai! O Senhor ainda não conhece a nova advogada. Maria Helena de Menezes. - Nossa! Que rapariga tão bonita. Estou encantado. Bem - Vinda. - Obrigada Senhor Soyer. Tenho muito prazer em o conhecer. Foram todos dirigidos à uma mesa, e Isabella percebeu que Maria Helena chamava mesmo a atenção de homens e mulheres presentes. - Amiga! Você está fazendo sucesso. - Nada disso Isabella. - Não sejas modesta Maria Helena. A tua beleza não passa despercebida. - Obrigada Luís. Vindo de ti eu acredito. Continuaram conversando e a festa começou. Havia boa música e os garçons circulavam pelas mesas não as deixando vazias. Maria Helena, Sara e Luís beberam apenas uma taça de Champanhe cada um. Em seguida todos foram dançar e ela ficou sozinha. - Posso lhe fazer companhia?...- Uma mulher mais velha surgiu ao lado dela. - Claro que sim. Sente - se por favor. - Obrigada. Vou me apresentar. Sou Marlene Soyer. Avó paterna do Éric. - É mesmo? Muito prazer Senhora. O meu nome é Maria Helena de Menezes. - Sim eu sei. O Éric já me falou de ti. Ele estava certo. - Certo?  O que ele disse? - Que tu és uma mulher jovem, Inteligente, mas com um olhar profundo e triste. Estas palavras pegaram Helena de surpresa. - Olhar triste? Então ele notou? - Claro que sim. O meu neto é um homem especial. Se não te disse nada, foi por respeito e educação. - E eu agradeço por isso. E a senhora tem razão. Ele está certo. - E qual é a razão dessa tristeza querida? - Eu adoraria desabafar com a senhora. Mas, não seria correcto contar algo tão pesado neste dia de festa. - Entendo. E saiba desde já que me podes ver como amiga. Não tenhas receio de falar comigo. Aliás, venha me visitar durante a semana. Podemos lanchar e conversar. - Está bem. Eu venho sim. A senhora me passou uma boa energia. - Obrigada meu bem. Ficarei esperando. E deixarei todos avisados que és minha amiga e convidada. Eu geralmente não gosto de receber qualquer pessoa. Mas você é diferente. - Eu prometo que venho Senhora Soyer. Preciso mesmo dos conselhos de alguém experiente. - Eu sou uma boa ouvinte. - Vovó! O Papai a procura....- Uma jovem que parecia ter 19 anos surgiu. - Obrigada meu amor. Até breve Helena. Ah! Esta é a Aline. É a filha mais nova do meu segundo filho. Sou mãe de 4 homens. - Prazer Aline. Sou a Maria Helena. - Prazer Maria Helena.  O Éric estava certo. Você é linda. Eu já volto para falarmos mais. Venha Vovó. Maria Helena ficou surpresa ao saber que Éric falou sobre ela à sua família. - Me concedes a honra desta dança?....- Ele surgiu a pegando de surpresa. - Éric! Claro que sim. Tocava Perfect Duet de Ed Sheeran e Beyoncé. Maria Helena deixou-  se levar, e pela primeira vez não sentiu- se oprimida ao ser tocada por um homem. Não teve nenhuma sensação r**m. Pelo contrário,  sentiu- se segura, protegida e feliz. Quando caminhavam de volta à mesa ela então falou: - Éric! Eu tenho outro presente para te dar. Espero que o aprecies. - Outro presente? Estou surpreso. - Imagino que sim. Ela tirou da bolsa uma caixa. Quando ele a abriu ficou sem palavras. Era uma linda agenda de capa de couro com um pingente no centro, o seu nome por baixo e até um mini teclado para inserir senha e impressão digital. - Uau! O que é? - É uma agenda secreta que também tem a função de diário. Eu tenho uma também. Assim vai poder expressar por escrito o que não consegue fazer verbalmente. - Uau! É um presente muito especial. Obrigado. Com certeza eu vou usar. - Fico feliz por teres gostado. - Filho! A tua mãe procura por você. Vamos contar o bolo. Venha também Maria Helena. - Claro Senhor Soyer. À volta da mesa os convidados cantaram os parabéns para Éric. Ele fez questão de colocar Maria Helena ao lado da sua família. A festa continuou e ela decidiu soltar-  se e se divertir. Fez muitas amizades e vários homens não paravam de olhar para ela com interesse. Éric sentiu - se incomodado com isso. Não quis admitir, mas estava a sentir ciúmes de Maria Helena sendo ela apenas a sua assistente. Ele também percebeu que Maria Helena não dava atenção aos olhares dos outros homens porque a incomodavam. Mas quando Éric olhava ou sorria para ela, tudo parecia absolutamente normal. O olhar dele a fazia sentir - se desejada. Sentir - se mulher novamente. Ele não era malicioso nem m*l intencionado. Apenas era honesto mesmo não usando palavras. A noite ainda tinha muito para oferecer. E nem tudo seria positivo. Nem tudo seria negativo.
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