bc

Amanhã talvez Eu Te Ame

book_age18+
65
SEGUIR
1K
LER
proibido
família
HE
escapar durante a gravidez
predestinado
corajoso
herdeiro/herdeira
drama
doce
bxg
audacioso
campus
cidade
segredos
love at the first sight
like
intro-logo
Sinopse

Amanhã Talvez Eu Te AmeQuando o orgulho fala mais alto, mas o coração sussurra verdades que não se pode calar.Isadora é determinada, cheia de planos e certezas. Acabou de chegar à universidade, pronta para seguir o caminho que todos esperam dela. Cael é provocador, misterioso e vive no limite – tudo o que ela prometeu evitar.Eles se esbarram por acaso, se desafiam por orgulho e se envolvem sem perceber. O que era para ser apenas um jogo de provocações se transforma em algo que nenhum dos dois sabe controlar. Entre beijos que queimam, brigas intensas e reconciliações carregadas de desejo, Isadora e Cael descobrem que fugir de sentimentos profundos é impossível quando a conexão é tão forte quanto o medo de se entregar.Amanhã Talvez Eu Te Ame mergulha em uma história de amor intensa, com diálogos afiados, química explosiva e reviravoltas que testam os limites do perdão e da entrega.Porque às vezes o amor não vem com promessas… mas com a esperança de que amanhã seja o dia certo.

chap-preview
Pré-visualização gratuita
Capítulo 1 – Aposta Aceita
Meu primeiro dia na universidade deveria ser sobre mapas, horários e nervosismo. Mas não. Foi sobre ele. Cael Montenegro. Mesmo o nome parece ter sido feito para soar em minha pele como uma advertência. E talvez fosse. Talvez eu devesse ter prestado mais atenção no modo como ele me olhava. Como se já soubesse de tudo o que eu tentava esconder. Como se conseguisse ouvir meus pensamentos mais secretos – ou os gritos que eu nunca soltei. — Você parece estar procurando um problema — ele disse, na primeira vez que nossos olhos se cruzaram, enquanto eu tentava encontrar a sala de Direito Constitucional. Olhei para ele sem sorrir. — E você parece ser o tipo que oferece esse tipo de serviço. Ele riu, daquele jeito torto, com os olhos semicerrados, como se minha resposta tivesse sido um convite em vez de um corte. — Eu gosto de gente afiada. Gente que morde. — Eu só mordo se alguém tenta me intimida. — Então eu corro risco? — Só se você quiser ser mordido — respondi, antes de virar as costas e seguir andando. Mas não fui embora inteira. Deixei alguma parte de mim naquele corredor, sob o olhar penetrante dele. Como se o universo tivesse cravado um aviso ali: vai doer. E vai queimar. Cael apareceu de novo na minha vida cinco horas depois, na sala de aula. Ele se sentou duas cadeiras atrás de mim, com as pernas abertas, uma expressão entediada no rosto e o olhar cravado em mim. Quando o professor se apresentou, ele nem fingiu prestar atenção. — Você tem cheiro de desafio, Costa — ele murmurou, já sabendo meu sobrenome antes mesmo de eu dizer. — E você tem cheiro de encrenca, Montenegro. Era isso. Um jogo de xadrez com palavras afiadas. Naquela noite, Bianca me arrastou para uma festa da turma. Eu detestava multidões. Barulho. Músicas altas. Gente demais. Mas ela era meu alicerce e eu devia isso a ela. Só não esperava que ele também estivesse lá. — Cael Montenegro. — Ela apontou com a cabeça. — Cuidado com esse aí. Tem fila de corações quebrados atrás dele. — Não me preocupo. Meu coração não está disponível. Ela riu. — Ainda assim, evite contato visual. Ele caça pelos olhos. Mas era tarde demais. Nosso olhar se cruzou. Ele caminhou até mim com aquela confiança irritante, como se tivesse certeza de que eu não iria resistir. — Aposto que você não dura um mês sem se apaixonar por mim — ele disse, direto, com um copo de cerveja na mão e aquele sorriso i****a no canto dos lábios. Revirei os olhos, mas meu coração perdeu o compasso. — Que ego inflado. — É só intuição. — Errada. Eu sou imune a idiotas com charme. Ele inclinou o rosto para mais perto. Seu perfume era amadeirado e quente, como uma promessa feita à meia-noite. — Então vamos testar. Uma aposta. — Você é ridículo. — Se eu ganhar, você admite que se sente atraída por mim. — E se eu ganhar? Ele arqueou a sobrancelha. — Eu obedeço um pedido seu. Qualquer um. Olhei para ele. Para aquele sorriso insolente. Para aquele olhar que me despia sem tocar. Eu deveria ter saído. Deveria ter dito “não” e virado as costas. Mas algo dentro de mim — algo machucado e orgulhoso — queria mostrar que ainda estava no controle. — Ok — disse, cruzando os braços. — Aposta aceita. As semanas seguintes foram um desastre anunciado. Cael me cercava como um predador elegante. Não forçava, mas nunca recuava. Sempre estava perto demais. Dizia coisas que faziam minha pele arrepiar. Me olhava como se me conhecesse nua por dentro. E o pior? Eu gostava. Gostava da provocação. Do jeito como ele me desestabilizava com um simples sorriso. Gostava do que sentia quando ele passava a mão pelo cabelo ou me chamava de “Isa” com aquele tom rouco. Mas também odiava. Odiava o fato de que ele estava quebrando minha promessa silenciosa. Que estava reconstruindo minha vontade de sentir — e isso me apavorava. Em uma das noites mais difíceis da minha vida, depois de uma ligação inesperada do meu ex pedindo desculpas, eu estava sentada no jardim da universidade, com lágrimas contidas nos olhos e orgulho sangrando. Cael apareceu. Sem aviso. Sem convite. Como sempre. — Tá doendo? — ele perguntou, se sentando ao meu lado, sem pedir permissão. Não respondi. Apenas encarei o chão. — Sabe qual o problema das pessoas? — ele continuou. — Elas amam com força... e depois somem. Como se o amor fosse um acidente de percurso. — É por isso que eu prefiro manter distância. Ele virou o rosto para mim. E, pela primeira vez, o vi sério. De verdade. — E se a gente não precisar se amar? Só... sentir? Balancei a cabeça. — Sentir machuca mais que amar. Ele soltou uma risada fraca. — Então estamos ferrados, Isa. Porque eu já sinto. Fiquei em silêncio. Minhas mãos tremiam. — Isso é só parte da sua aposta? — sussurrei. — Não. Isso é parte de mim. Nos olhos dele, havia medo. O mesmo que eu via nos meus. Ele se inclinou. Lentamente. Me dando tempo de fugir. Mas eu não fugi. Seus lábios quase tocaram os meus como se já soubessem o caminho. Quando nos afastamos, ele encostou a testa na minha. — Vai dizer que amanhã talvez me ame? Fechei os olhos. Respirei fundo. — Amanhã, talvez eu te ame. Ele sorriu. — Então te vejo amanhã. Naquela noite, voltei para o quarto sem saber se havia ganhado ou perdido algo. Meu corpo ainda ardia. Minha mente estava um caos. Meu coração… bom, esse estava ocupado tentando negar o que sentia. Não era só um beijo. Não com ele. Não com aquele olhar de quem sabia demais. Lorena, minha colega de quarto, me olhou desconfiada quando entrei. Eu devia estar com a expressão de quem viu um fantasma. Ou de quem acabou de beijar um. — Aconteceu alguma coisa? — ela perguntou, sentada na cama com um livro aberto no colo. Joguei minha mochila no chão e respirei fundo. — Cael Montenegro. Ela fechou o livro devagar, como se tivesse acabado de ouvir um aviso de alerta. — Merda. Você beijou ele? Não. Só com a cabeça. Não queria falar. Não queria dar nome ao que estava sentindo. — Você sabe o que dizem sobre ele, né? — ela continuou. — Que ele não se apega. Que ele é fogo por uma noite e névoa na manhã seguinte. — Eu não pedi fogo — murmurei. — Nem promessas. — Mas ele mexe com a gente, Isa. Ele sabe fazer isso. Já vi acontecer. — Eu não vou me apaixonar por ele. — Você tá tentando convencer a mim ou a si mesma? Ela tinha razão. Mas eu não respondi. No dia seguinte, ele estava me esperando no corredor do bloco 2, encostado na parede com a mochila jogada de qualquer jeito no ombro e aquele sorriso maldito no rosto. — Dormiu bem, Isa? Passei por ele fingindo indiferença, mas o coração tropeçava no peito. — Você acha que pode brincar comigo? — perguntei, parando e me virando para encará-lo. — Eu não brinco com gente como você. — Como eu? — Gente que me olha como se me visse por dentro. Me faltou ar por um segundo. Ele se aproximou, e senti o calor do corpo dele mesmo sem tocar. — Tá com medo de quê? — ele sussurrou. — De não conseguir parar se me beijar. — Então me beija quando realmente quiser. E se amanhã for um problema... a gente resolve depois. — A aposta continua — eu disse, cruzando os braços, firme. — E não tem exceções. Sem sentimento. — Sem sentimento — ele repetiu, mas os olhos diziam outra coisa. Ele se afastou devagar. Como se tivesse certeza de que já tinha deixado mais um pouco de si dentro de mim. E tinha. As aulas passaram como borrões. Mas bastava um olhar de Cael no meio da sala para o mundo desacelerar. Ele sentava atrás, sempre dois assentos distante. Nunca tocava. Nunca chamava atenção. Mas quando eu me virava, ele estava lá. E era o suficiente. Na terceira semana, numa sexta-feira, fomos colocados no mesmo grupo de apresentação. Só nós dois. O professor Álvaro, sempre sério, apenas anunciou: — Costa e Montenegro, dupla. Tema: responsabilidade social do advogado. Entrega em três semanas. — Perfeito — Cael disse, sorrindo pra mim como se o universo estivesse jogando do seu lado. — Eu não sou seu brinquedo, Cael — avisei, antes mesmo de sentarmos juntos. — Não. Você é meu desafio preferido. Na biblioteca, escolhemos uma mesa mais isolada. Ele encostou os braços sobre a madeira, olhando fixo para mim enquanto eu abria o notebook. — Você sempre foi assim? — Assim como? — Fechada. Com esse escudo nos olhos. E esse muro em volta das palavras. — E você sempre foi tão... invasivo? — Não. Só com você. Porque você me faz querer entender o que tem por trás de tanto controle. — E se não tiver nada? — Impossível. Eu já vi. Tá nos seus silêncios. Na forma como respira quando tá irritada. Você sente demais, Isa. Mas tenta esconder como se isso fosse fraqueza. Eu me levantei, fechando o notebook com força. — Isso não é um interrogatório, Cael. É um trabalho. E eu não vou misturar as coisas. — Já estão misturadas, Isa. E você sabe. Ele segurou meu pulso quando eu tentei sair. Não com força. Com intensidade. — Me solta. — Só se você prometer que vai parar de fugir. Olhei pra ele. Vi o medo escondido por trás do sarcasmo. O desejo disfarçado de provocação. E vi a mim mesma, querendo acreditar que dava pra controlar tudo isso. — Você me assusta — sussurrei. — Porque eu te faço sentir. — Porque você não sente nada. Ele me puxou de leve. Só o suficiente para que nossos rostos ficassem próximos. — Você não faz ideia do que eu sinto quando te olho. Fechei os olhos. Lutei contra o impulso. Mas era inútil. Ele me beijou. De novo. E outra vez eu deixei. Porque mesmo dizendo que não, meu corpo já estava traindo minhas decisões. E meu coração... ele já tinha aceitado a aposta muito antes da minha boca dizer "sim". Quando voltei para o quarto naquela noite, a voz dele ainda ecoava na minha mente. "Você me faz sentir." E isso era tudo o que eu temia. Me jogar de novo. Me perder de novo. Sentir tudo… para talvez não ser sentida. Mas algo dentro de mim já sabia. Mesmo com medo. Mesmo fugindo. Mesmo negando. Talvez — só talvez — eu estivesse começando a amar Cael Montenegro. Mas só amanhã.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.7K
bc

O Lobo Quebrado

read
128.2K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

De natal um vizinho

read
14.0K
bc

Meu jogador

read
3.3K
bc

Menina Má: Proibida Para Mim

read
1.7K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook