Capítulo 26 – A Noite em Claro

1051 Palavras

O relógio marcava 2h47 da madrugada. O quarto estava mergulhado em silêncio, interrompido apenas pelo som da chuva que ainda tamborilava na janela e pelas respirações entrecortadas de dois corpos que, apesar do cansaço, não conseguiam encontrar o sono. Isa estava deitada de lado, com os olhos abertos, observando a sombra que a luz do corredor projetava no teto. Sentia o calor do corpo de Cael próximo, e isso a mantinha acordada. Mas não era só o calor físico. Era o peso suave da presença dele. Era a inquietação que só nasce quando duas almas sabem que estão prestes a se perder — ou se encontrar por completo. Cael, deitado de costas, também mantinha os olhos abertos. O peito subia e descia com força contida. Ele não queria assustá-la, não queria pressioná-la. Mas queria tocá-la de novo. Q

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