Marcelo era bonito. Divertido. E insistente. Nos últimos dias, ele começou a aparecer com mais frequência. Sentava perto nas aulas, fazia perguntas sobre o trabalho, e tentava forçar pequenos momentos de i********e como se isso fosse natural. Talvez eu estivesse mais vulnerável do que gostaria. Talvez parte de mim quisesse mesmo provocar Cael. Testar os limites daquela suposta indiferença dele. Na biblioteca, enquanto revisávamos um artigo, Marcelo se inclinou para pegar uma caneta e o braço roçou no meu. Fiquei tensa. Não pelo toque, mas por saber quem nos observava do outro lado da sala. Cael. Ele fingia estar concentrado em outro livro, mas eu o conhecia demais. Os ombros estavam rígidos, a mandíbula travada. Os olhos... baixos, mas atentos. — Você tem um sorriso bonito, sabia? —

