O carrasco

282 Palavras

Eu retornava a Nantes, após uma prolongada ausência na Valônia e na Flandres batava, quando dois oficiais de justiça avançaram sobre mim e, sem outras palavras, me conduziram à praça de execuções, onde o patíbulo já estava armado. Subiram-me ao cadafalso. Tremi de pavor. Mas, quando me enfiaram cabeça abaixo o capuz vazado nos olhos, respirei aliviado. Eu seria o executor, não a vítima. Nestes tempos, não havia em Nantes o carrasco oficial e a função de verdugo era exercida por cidadãos, arregimentados através de sorteio. Entre verdugo e vítima, é evidente que eu preferia a primeira condição. Por isso alegrei-me, embora nada houvesse de agradável em decepar a cabeça de larápios ou prostitutas. Cumpri fielmente o meu encargo, embora eu não pudesse saber quem era a vítima. A a

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