Eis que eu abri meus olhos e me encontrava num salão de pedra, ricamente ornado com todas as belezas que o gênio humano concebeu. Tapeçarias antigas, cortinados de veludo, prata, ouro, cristais e porcelanas; e ao longe o som encantador das gargalhadas dos convivas e o ar que recendia a perfume e às delícias da mesa. Mãos enluvadas me conduziram ao salão onde interminável távola estendia-se, recoberta por toalha alva do mais fino linho, caindo ao chão, que recebera tantos pratos quanto nela couberam, havendo ainda criados nos cantos à espera do momento de servir mais. Tratava-se de um banquete ao qual eu fora convidado sem me recordar por quem nem quando, e tampouco conhecia eu aquele que se sentava à cabeceira. Havia na mesa sete lugares - dois nas pontas, dois à esquerda

