Uma sombra errante. Vagava disforme pelo cosmo sem destino, como partículas invisíveis, que a toda matéria perscruta silenciosamente, não notadas. Nada buscava, apenas vagava consciente das formas físicas e pensamentos solitários e coletivos, vontades e desejos. Não possuía tamanho definido, e poderia abraçar um átomo, um grão de areia, e até mesmo uma estrela. Vagava agora pela terra tocando as árvores secas das paisagens áridas, deixou-se ferir em seus espinhos mas aquela dor era efêmera e apenas o divertia. Continuou seu caminho sem destino certo até que algo, uma humana, lhe chamou atenção. -Tem alguém aí, não é? - Disse a mulher com a voz baixa. A fonte cavada abaixo do morro nu, protegida por um bambuzal que cantava seus estalidos macios com a brisa que corria, era c

