— Diavolo... — a voz dela soou embargada, ecoando pelas paredes de pedra da capela de San Giovanni. — Eu sou toda sua. Os dedos finos de Aurora agarraram o tecido escuro do vestido na altura da clavícula. O som sutil do primeiro botão passando pela casa de costura foi como o gatilho de uma arma sendo engatilhado a centímetros do meu ouvido. O meu corpo inteiro tensionou. O instinto primitivo rugiu nas minhas veias, exigindo que eu cruzasse o espaço entre nós, rasgasse aquele algodão barato até a cintura e a jogasse de costas sobre o colchão que eu havia montado no centro do altar. Eu queria enterrar o meu rosto no pescoço dela e tomá-la ali mesmo, consumindo a minha droga após semanas de espera. Mas eu não me movi para atacá-la. Em vez disso, dei dois passos lentos e parei bem na frent

