O silêncio da igreja em ruínas foi quebrado pelo som da madeira arrastando contra o piso de pedra. Mattia empurrou o caixote improvisado para o lado. O obstáculo que nos separava sumiu, abrindo caminho para a perdição que eu tanto desejava. As mãos dele, grandes e calejadas por um submundo violento que eu m*l conhecia, seguraram a minha cintura. Fui erguida do tapete e depositada no centro do colchão largo, cercado por velas derretendo. O tecido dos lençóis limpos era macio contra as minhas pernas. O calor das chamas aquecia a minha pele, competindo diretamente com a febre interna que o vinho tinto e a confissão dele tinham provocado. Ele disse que mataria por mim. E eu sorri para isso. A minha alma já estava condenada às profundezas. Mattia se ajoelhou na minha frente. Os dedos longo

