Devo admitir que minhas últimas noites em Messina deixaram as minhas pernas fracas. Eu tinha alimentado o meu vício, fodendo a filha do Capo da província nas sombras sem ser descoberto, por bem pouco, diga-se de passagem. No entanto, eu estava longe de estar satisfeito. Na viagem de três horas, cruzando a ilha de uma ponta a outra para chegar em Palermo, tudo o que eu queria era já estar com ela. Meu medo era que esse vício se tornasse uma necessidade vital. A forma como ficamos juntos após a tempestade profana cessar, após nossos fluidos se misturarem e nosso calor incendiar o quarto... aquilo podia destruir um homem. E que Deus me ajude, eu queria essa destruição. Cheguei em Palermo por volta das nove da manhã. O sol já castigava o asfalto, e o trânsito caótico do centro da cidade e

