O vento de janeiro agitava as folhas das laranjeiras no jardim da Villa Marino. Escolhi o banco de pedra nos fundos da propriedade, escondido pela cerca viva alta. Eu sabia que Riccardo fazia a sua caminhada ali depois do almoço. Usei um vestido de seda que grudava no corpo com a brisa fria. Cruzei os braços, esfregando a pele nua para criar um tremor real, e inclinei a cabeça, escondendo o rosto entre as mãos. O som das botas no caminho de cascalho se aproximou. Parei de esfregar os braços e soltei um suspiro longo, audível. Os passos cessaram. — Aurora? — Ele chamou. Levantei o rosto devagar. Forcei a respiração a ficar entrecortada, como se eu estivesse lutando contra o choro. — Riccardo — murmurei. Pela primeira vez, usei o primeiro nome dele, sem títulos. A i********e forçada peg

