Capítulo 31: Aurora

1209 Palavras

O som da taça de cristal tombando sobre a mesa de jantar soou como um túmulo se fechando na mesa de jantar da Villa Marino. A água manchou a toalha de linho branco impecável, escorrendo em direção à borda. O silêncio que se seguiu foi absoluto. Nenhum dos criados que serviam os pratos ousou respirar. Caterina, sentada do meu lado, encolheu os ombros instintivamente. Beatrice arregalou os olhos, o rosto perdendo toda a cor enquanto ela olhava para a taça virada por um simples esbarrão do seu cotovelo. Um erro minúsculo. Um descuido de milissegundos. Na cabeceira da mesa, meu pai parou de cortar o seu bife. Ele pousou a faca de prata e o garfo com uma lentidão calculada, limpou os lábios com o guardanapo e fixou os olhos escuros e opressivos na filha do meio. — A desatenção é a mãe da pr

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