O sorriso canalha do Marcelo petrificou no rosto dele. A máscara bem polida de galã tremeu violentamente. Ele piscou duas vezes, claramente desestabilizado com o choque de realidade e com a humilhação escancarada sendo servida antes da entrada. Ele desviou o olhar por uma fração de segundo, conferindo se os executivos da mesa ao lado tinham escutado a minha ofensa, e engoliu em seco. — Então seja direto — continuei, sem dar um segundo de oxigênio para ele recompor a dignidade. — Qual é a jogada? O meu querido irmão está tão amedrontado, tão desesperado que eu entregue o dossiê à Corregedoria, que te mandou até mim com um buquê de defunto e um convite ridículo de almoço para tentar me comprar? Para me seduzir, invadir a minha i********e e arrancar a localização do meu pen-drive? Abre o jog

