Pré-visualização gratuita Capítulo 1
Chicago, 2002
- Erin, Erin! Podemos fazer anjinhos de neve? - Nadia se aproxima da irmã mais velha entusiasmada na manhã de Natal.
- Claro anjinho, porque não colocamos um casaco em você e no Jake? - Ela pega a mão da irmã e eles sobem para se trocar.
Erin era a irmã mais velha de Nadia e Jake, ela tinha 14 anos e seus irmãos eram gêmeos, apenas 6 anos. Seus irmãos eram as coisas mais doces que Erin ja tinha conhecido. Henry e Olivia eram pais presentes e amorosos mesmo com o trabalho demandando muito do tempo deles. Por exemplo na manhã de natal, eles não estavam em casa, então Erin estava cuidando das crianças. O ritual natalino é abrir os presentes, ver que o Papai Noel comeu os biscoitos e tomou o leite e ver o entusiasmo dos irmãos. Erin não acreditava mais no Papai Noel desde o ano anterior quando viu sua mãe e seu pai colocando os presentes na árvore quando levantou para ver se encontrava o Papai Noel, desde então ela guardava segredo pelos irmãos e adorava ver a animação deles.
Eles eram uma família de 5, Henrique Vaughan, mais conhecido como Henry, havia acabado de se tornar detetive e Olivia Beck Davis-Vaughan, mais conhecida como Liv Beck já era detetive um ano antes, quando começou a trabalhar em um caso de sequestro, estupro e assassinato, ela se tornou a melhor e decidiu se especializar na área. Eles eram muito felizes mesmo com os problemas... A doença de Nadia. Olivia teve complicações durante a gravidez gemelar e Nadia era a gêmea que teve mais problemas. Eles nasceram prematuros e os médicos estavam surpresos ao ver que ela estava vivendo até os 6 anos, mas todos sabiam que não teriam muito tempo com ela, o câncer estava atacando a cada dia, ela era sorridente e feliz, apesar de ser extremamente magra e careca já que seu cabelo não crescia muito.
- Vamos Jake... - Nadia chama animada.
- Hey, você está esquecendo seu respirador. - Ele a lembra. Mesmo com 6 anos Jake era protetor com a irmã. Eles tinham conexão de gêmeos. Eles diziam que tinham super poderes e Erin adorava isso, eles a consideravam a líder dos super heróis, ela era a super irmã.
- Posso levar a monkey? - Monkey era o ursinho de pelúcia roxo de Nadia, era de Erin, mas quando Nadia nasceu ela insistiu que ficasse com a irmã, assim ela ficaria forte se usasse o macaquinho dela. O nome não era original, mas elas amavam ele, Nadia não dormia ou passava um dia sequer sem ele no hospital.
- Claro, ele vai adorar fazer anjos de neve com a gente. - Erin sorri após verificar se as crianças estavam bem agasalhadas e se Nadia estava bem equipada com seus aparelhos. - Vamos.. - Ela puxa os irmãos para fora.
Após meia hora brincando Henry e Olivia chegam, eles desligam o carro, mas não descem, eles aproveitam a cena a sua frente.
Erin montou um forte para os irmãos, e eles estavam brincando de guerra de bola de neve. Jake e Nadia contra Erin e ela os deixou ganhar caindo no chão em derrota quando a bola de neve de Nadia atinge o seu ombro e a de Jake sua perna. Assim que ela cai sobre a neve seus irmãos correm até ela e começam a ataca-lá. Os seus pais orgulhosos obviamente registraram o momento e desceram do carro para se juntar a bagunça, assim que se aproximam conseguem pegar o momento fofo entre irmãos.
- Erin, você é a melhor irmã de todas. - Jake sorri enquanto ainda está no braço da irmã.
- A melhor do mundo. - Nadia acrescenta. - Eu te amo, Erin.
- Eu também te amo. - Jake diz e Erin custa conseguir retribuir o sentimento, pois seus irmãozinhos estavam a esmagando.
- Tem espaço para mais dois nessa bagunça aí? - Henry diz com um sorriso para os filhos que só notaram sua presença quando ele os chamou.
- Papai, mamãe - Os gêmeos correm para os pais sendo pegos por eles. Erin observa o sorriso da mãe, aquele sorriso de Olívia soi era visto quando estava em família, eles eram tudo que ela queria. Erin se levanta para abraçar os pais e desejarem um feliz Natal.
- Mamãe, amanhã é o nosso aniversário, a Erin disse que vamos fazer assim de anos. - Nadia diz entusiasmada e arranca sorriso dos pais quando mostra apenas 5 dedos.
- Não Nadia, vamos assim ó... - Jake diz erguendo 6. - Não é Erin? - Ele pergunta a irmã que está sorrindo.
- Quase, amanhã vocês vão fazer assim... - Ela mostra os 7 dedos.
- Sete anos? - Henry finge surpresa quando os gêmeos se viram dessa vez com os números nos dedos certo.
- Não aceito, vocês estão crescendo muito rápido, quem vai ser meu bebê? - Olívia pergunta para os filhos que fogem do assunto.
- Olha mamãe e papai, a Erin construiu um forte para a gente. Disse que vamos ficar seguros dos monstros e do mundo. - Jake aponta feliz com o forte da irmã.
- Podemos fazer anjinhos na neve? - Nadia diz quase no mesmo tempo Justin e os pais sorriem com o entusiasmo deles.
Eles apreciam e elogiam o forte de Erin, ela adorava fazê-los. Eles se deitam no chão para fazer os anjinhos. Assim que estão deitados na neve, com os braços e pernas balançando, seu pai em pé no meio filmando seus três filhos com um sorriso no rosto. Pouco tempo depois, Olivia percebe que a respiração de Nadia está irregular.
- Ei, garotinha... - Ela se ajoelha ao lado da filha deixando todos preocupados.
- Ma... ma... mamãe... - Nadia tenta falar com dificuldade.
- Henry, ligue para a emergência. - Olivia grita apavorada. - Ela não consegue respirar. - Ela explica, olhando o cilindro de oxigênio. Ele não está vazio, então Olivia sabe que tem algo mais com a filha.
- Erin, entre com Jake. - Seu pai pede.
- Não! Eu... - Sua voz falha e as lágrimas caem.
- Erin! AGORA! - Vaughan grita. Erin pega a mão de Jake que está assustado com a situação e eles entram.
Erin o acalma e diz que tudo vai ficar bem com Nadia, mesmo que ela não sinta isso. Ela coloca um desenho, o qual ela não se preocupou em olhar qual era e foi para a janela e observou a ambulância chegando.
...
- Erin, eu vou pro céu, e eu vou ser um anjinho de neve. - Nadia diz com os aparelhos ligados sobre ela, sua voz era mais suave e mais fraca. Nadia estava muito doente.
Depois que Nadia passou m*l no Natal eles passaram o aniversário das crianças no hospital, a doença de Nadia progrediu e eles não tinham muito o que fazer. O que era para ser um dia feliz e comemorativo, se tornou um pesadelo. Nadia não resistiu...