Lorrana Eu subi o morro respirando fundo, tentando me controlar, mas eu não tava conseguindo. Eu precisava colocar minha raiva pra fora de alguma maneira. Quando eu entrei em casa, o bonitinho tava dormindo tranquilamente no sofá, como se não tivesse mandado bater na minha mãe. Eu não falei nada, já cheguei batendo nele, dando vários tapas, e ele começou a se mexer, me segurando e ainda de olhos fechados, ele falou: Urso: Calma, pai Joaquim! Eu aprendi a lição! Eu juro que eu nunca mais vou fumar maconha de guia, mas para de me bater, pelo amor de Deus! Lorrana: Aqui não tem pai Joaquim, não. Aqui tem Lorrana, seu babaca — falei sem parar de bater. Ele deu um pulo do sofá, me segurando, me encarou sério e falou: Urso: Qual foi, doidona? Tá dando uma de maluca? Em vez de voltar da igre

