∞ Problema.

2362 Palavras
~ Apelidos: - Jazz (Jasper). - Rose (Rosalie). - Bella (Izabella). - Nessie (Renesmee). - Emm/ Ursão (Emmett). - Carls (Carlisle).                                                                                           ∞ Ao chegarmos em casa, mesmo que cada um tivesse chegado em carros diferentes, nós estávamos mais juntos do que nunca. — Quem mais sabe onde eu estava? — Alice contou para Edward. Edward deve ter espalhado pra todo mundo.. —   Ele resmungou. — Droga.. Chegamos em casa e os Cullens com suas habilidades em teatro continuaram fazendo suas coisas como se nada tivesse acontecido. Depois de talvez uns dez minutos de minha chegada, Carls se aproximou de mim, totalmente confiante, enquanto minhas pernas pareciam estar bambas de tanto medo. — Olá Rosalie, você voltou tarde hoje.  — Ele comentou e todos pararam de fazer o que estavam fazendo para fuxicar nossa conversa. — É..  —  Foi a única coisa que eu consegui fazer sair da minha boca. — Recebemos uma ligação do Edward, porque é claro que a sua irmã exemplar não ia contar nada. Eu olho de relance para Alice do sofá, e ela maneia a cabeça inconformada. — Eu não ia me meter nos assuntos da Rose. — Ela disse e deu de ombros. — Émuito engraçado como Edward ama cuidar da minha vida. — Retruquei. — Ele é seu irmão e sabe que queremos o melhor pra você. — Defende Carlisle. Novamente aquele assunto, quando achavam que eu não tinha nenhum pingo de responsabilidade. Rosalie Hale, a ovelha n.egra da família. — Eu sei que querem o melhor pra mim. — Mesmo? — Ele arqueia as sobrancelhas, irônico. — Eu sei. E como eu tinha falado antes.. — Nós vamos nos mudar. — A voz ainda soando calma, mas firme. Fecho meus punhos. — Não. — Sim. — Ele voltou a afirmar. — Nós estamos a quase cinquenta anos aqui. A única pessoa em que está conseguindo fingir algo é Edward com as suas viagens distantes com Bella. Mas, nós continuamos com a mesma aparência, as pessoas nos veem o tempo todo. Não é bom deixar suspeitas. Nós sempre nos mudamos. Engulo em seco. — Mas, hoje uma garota me chamou de senhora.. — Rebati. — Alice já achou os lugares.. Ela se levantou, indo em minha direção, com Jazz do seu lado. — Vai ser melhor pra todo mundo. — Ela pousou as mãos em meus ombros. — Não vai. — A imagem da criança ruiva ainda pairava em minha mente, e eu nem sequer sabia o nome dela. — Rose, o que Alice quer dizer.. — Tentou falar Emmett, mas se calou ao ver minha expressão de fúria. Todos podiam argumentar contra mim, mas ele também? Era demais até pra mim. — Eu entendi tudo. Vocês fizeram uma tempestade por eu ter ido em um orfanato, porque acham que eu sou uma velhota carente... — Nós não pensamos isso. — Disse Esme, entrando no assunto pela primeira vez. Era a única que ainda permanecia no sofá, assistindo Tv, mas claramente também prestando atenção no assunto. — ...E pensaram que eu com minha imensa burrice vou acabar adotando uma criança, o que não vai acontecer. Não precisamos sair de Forks por causa disso. — Continuei. Carlisle ia voltar a falar de novo, quando escutamos o barulho do Volvo de Edward. Todos os meus nervos se arrepiam. Eu queria matar esse delator linguarudo. Ele apenas entrou e cruzou os braços. Bella que estava ao lado dele, pareceu procurar entender o que estava acontecendo. — Rose está querendo adotar uma criança.  —   Ele se redirecionou a sua esposa, ignorando a minha presença. — Você tem noção do que você fez? Agora teremos que nos mudar daqui e nós amamos esse lugar. — Eu gosto daqui. — Disse Bella. Ele se aproximou de mim. — Por que você não quer mudar, Rose? — Ele perguntou, me encarando fixamente. Não havia como mentir pra ele, era inevitável não pensar na criança, mesmo sabendo que ele era um telepata. Era impossível tentar esconder o que eu estava pensando. — Não precisa dizer, acabei de confirmar tudo. — Disse Edward. — Não quero adotá-la. — Suspiro. — Aquelas crianças estão sofrendo. — Órfãos costumam sofrer. — Jasper ironizou. — Nós temos dinheiro para alimentar toda a humanidade. Por que nós não ajudamos um lar de umas vinte crianças, no máximo? — Você não fala nada com coerência, Rosalie. — Xingou Edward. — Está bem. Se vocês quiserem ir embora, vão. Eu não vou. — Você não tem que querer nada.  —   Disse Edward. Eu me virei pra ele e antes que eu o atacasse ali mesmo, sinto uma calma repentina. Era Jasper, tinha certeza, mas não podia evitar. Coloquei até mesmo os braços na bancada para me segurar. Jazz estava pegando pesado manipulando minhas emoções. — É claro.. que tenho.. que querer. — Rose..  —  Emm murmurou no meu ouvido, me abraçando. — Pra onde vamos também é ótimo. — Eu quero ajudar aquelas crianças. — É só isso mesmo que você quer? — Emm murmurou e todos ficaram vidrados, esperando minha resposta. — Sim.. Todos pareciam desconfiar de mim e Edward parecia tentar conferir a todo custo que aquilo era uma mentira, mas não era. E foi impossível discordar de mim. — Tudo bem, Rose está falando a verdade.— Ele grunhiu. — Por enquanto. — Disse Alice. Ela deve ter visto alguma coisa, mas seja o que for, ela preferiu não contar. Apenas sorriu. — Está tudo bem, pessoal. — Ela falou, acalmando todos. — O mundo não vai acabar se a Rosalie voltar com seus instintos maternais de novo. — Estão dando ênfase demais a um problema pequeno.  —   Completou Jasper. — Uns anos há mais em Forks até que não faria m*l.  —   Murmurou Esme. Carlisle pareceu ceder, finalmente. E todos aos poucos se afastaram. Edward saiu com Bella, Carlisle subiu para o seu quarto junto a Esme e eu e Emmett fomos caçar.                                                                                    ∞ Eu estava rindo enquanto Emm tentava, inutilmente, matar cinco animais ao mesmo tempo. — Você deveria ser menos ganancioso. — Eu gargalhava. — Eu ainda vou conseguir. —Ele riu enquanto mirava os olhos mais para baixo, onde os demais animais estavam. — Me observe.— Ele pulou para lá, enquanto eu ficava observando. Quando ele conseguia capturar três, um ou outro conseguia se mover, fazendo com que ele conseguisse capturá-los, mas não ao mesmo tempo, o enchendo de ódio. E me fazendo achar aquilo a cada vez mais engraçado. Mas, a minha risada acabou quando vejo Alice aparecer de repente, atrapalhando minha visão. —Alice.. — Havia me esquecido que ela tinha visto alguma coisa. — Eu vi, Rose. —Ela apontou os dedos pequenos em meu peito. — Você e aquela órfã andando de mãos dadas, ela te chamando de "mamãe".— Ela tentava falar o mais baixo que podia. — Deve ser o destino.— Bati palminhas rindo. — Rose, por tudo o que é mais sagrado, você sabe como essas histórias terminam. — Comigo andando com ela de mãos dadas, ouvindo um "mamãe"? — Não! — Olha Alice, eu sei que você pode achar estranho, mas eu senti uma conexão magnética emergindo do corpo dela. A natureza, Jesus ou Buda, me avisando que eu devia ajudá-la. Eu não tive consciência disso na hora, eu estava confusa, mas ela se parece muito comigo, ela tem os dentinhos da frente separados, cabelos ruivos, ela é uma fofura em pessoa e ela zangada é um amor. E eu não vou adotar ela, eu não sou uma retardada. Alice bufou. — Eu não posso te proteger pra sempre, e embora Edward não tenha comentado nada sobre a minha visão secreta, ele deve ter achado muito estranho eu ficar pensando em pássaros voando no meio de uma conversa importante. — Obrigada por ficar pensando em pássaros voando no meio da nossa conversa anterior. Eu a abracei, mas ela se afastou rapidamente, provavelmente achando aquilo errado. Ela colocou as mãos nos seus cabelos nanicos. — Eu não acredito que estou te protegendo. — Não vai acontecer nada demais, Alice. Só vou ficar visitando ela por um breve período de tempo, achar uma família pra ela, essas coisas. — Ficará bem caso isso aconteça? — Eu irei sofrer por um tempo, mas irei me acostumar. Não devemos ser tão pessimistas, deu certo com a Bella humana, com sua filha criança que é metade humana e metade vampira, está tudo dando certo. Não vamos ser pessimistas só porque o assunto sou eu. Alice ficava olhando para os lados, preocupada. — Não consigo esconder nada do Jasper por muito tempo. — São só algumas semanas. Eu vou apenas conhecê-la... Os nervos de Alice parecem sair do lugar, mas ela mantém a postura e concorda com a cabeça. — Obrigada de novo. — Digo rápido ao ver Emmett pular com cinco animais nas mãos. — Todos ao mesmo tempo, hahaha. — Ele disse rindo, me mostrando os animais devorados, como prova do seu árbio talento. — Falei que conseguiria. Sorri, tentando ser a mais convincente possível. — Você arrasou, Ursão. — Elogiei. Já Alice não conseguiu atuar tanto, ela soltou uma risada nervosa que pareceu muito forçada e se retirou rapidamente. — O que está acontecendo?  —   Ele perguntou desconfiado. — Nada, você sabe como a Alice é, toda dramática. Ele cruzou os braços, esperando uma explicação que não teria. — Vamos ficar aqui olhando um pra cara do outro para o resto de nossas vidas? Ele repousou seus braços nos meus, como sempre fazia, e fomos pra casa. Havia um clima desconfortável entre nós. Eu podia sentir sua desconfiança de longe. Com Emmett, Jasper e Edward desconfiados, aquilo não ia ficar muito tempo em segredo. Mas eu só queria conhecer aquela menina. Só conhecê-la... Ajudá-la... Que errado poderia haver nisso?                                                                              ∞ Nem amanheceu o dia e dirigi rápido para o orfanato. Ainda bem que o dia estava nublado. A garota ruiva que tinha conhecido ontem brincava na areia sozinha. E as outras crianças do orfanato brincavam de bonecas e carrinhos juntos, excluindo ela. Isso me lembra muito da minha infância. É horrível você querer ter amigos e não ter, mas já começando desde a infância é muita crueldade. Buzinei o carro, ela me viu e foi correndo até mim. — A senhora das balas. — Ela abriu um sorriso imenso. — Qual a parte de que eu não sou uma senhora você não entendeu? Mas irei te perdoar, você quer dar uma volta? — Você vai me adotar? — Ela perguntou abruptamente. — Nós... nós vamos dar uma volta... — Porque a Sabrinne disse que eu tenho uma juba de leão e ela tem cabelo loiro liso. E por isso eu não vou ser adotada agora, só depois dela, dos três irmãos dela, da Grace e das amigas dela, que também são bonitas. Ou seja, todos serão e eu serei a última, só se não chegar nenhuma outra depois. — Ei, você não é feia. Você não tem que se sentir assim. — Mas você vai me adotar? — Eu.. eu.. Ela começou a chorar. — É tudo culpa da Sabrinne, você viu aquela vaca loira e agora não me quer mais! - Ela deu um chute no meu carro e saiu correndo pra dentro do orfanato. Deus, que garota difícil! Sai do carro e tranquei as portas. Fui entrando e tampando o nariz porque aquele lugar fedia à beça. Pelo menos não era tanto que nem aqueles lobos... Aquela senhora rabugenta estava na cozinha, e ao ouvir meus passos que rugiam no chão de madeira só murmurou um "fique à vontade" e nem mesmo olhou pra mim direito. Fui pro quarto das crianças, eram diversas camas, talvez vinte, mas antes de conseguir entrar fui impedida por uma garota loira que entrou na minha frente. — Sabrinne? — Murmurei. Ela me estendeu a mão. — Sim, senhora. — Ela sorriu, mostrando seus dentes brancos em contraste com o seu rosto rosado e olhar azul. Qual o problema dessas crianças ficarem achando que sou uma idosa? Olhei para as minhas roupas. Será que era um problema com elas? Depois iria pedir ajuda a Alice. — Ah.. — Respondi. O que eu iria dizer? A garota ruiva já tinha tirado o rosto do travesseiro e me olhava com tanta fúria que se eu sorri-se pra Sabrinne era perigoso ela infartar. Ou me matar. — Eu sei ler e escrever. Sou a mais inteligente desse lugar. — Ah.. — ELA É UMA MENTIROSA, NÃO ACREDITA NESSA VACA! - Gritou a outra garota. — Ela tem inveja de mim, porque ela é uma analfabeta e além disso é feia. — MENTIRA! — Ela voltou a chorar. — Sabrinne, eu entendo muito o seu ponto de vista, mas não vamos ser indelicada com os amigos. — Ela não é minha amiga. Ninguém gosta dela. Respiro fundo apenas para não perder a paciência. — Bom, eu gosto dela. Você poderia me deixar a sós com ela um minuto? A loira bufa e me dá licença. Nossa, as crianças hoje estão a cada vez mais evoluídas. Na minha época, se eu bufasse perto de um adulto, eu perderia os dentes. Me juntei à ela naquela cama pequena, sem conseguir demonstrar meu desconforto. Ainda bem que eu nasci rica... — Qual o seu nome? — Eu passei os dedos nos cachos dela, fazendo ela parar de chorar e ficar só fungando. — Sophie... — Sophie, quer dar uma volta comigo? — Você vai adotar a Sabrinne? — Não.. — E a Grace? — Também não.. Ela respirou fundo. — Está bem. — Ela enxugou o restante de lágrimas que tinha ficado no rosto dela e me deu sua mão. — Você é fria. — Sempre me falam isso. Ela me acompanhou até o carro, abri a porta pra ela. — Eu gosto da sua mão gelada.  —   Ela sorri.  —  Também gosto do seu carro. Ele é de gente rica. — Ah, nada.. — Tentei ser modesta, mas ria por dentro. Pontos a mais para a futura mamãe! Mamãe? Eu estava pensando nisso? Não.. Claro que não.. Não vou adotá-la.. Isso seria uma ilusão..                                                                                   ∞     
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