Damiana, por outro lado, sentia seu mundo colapsar e renascer ao mesmo tempo. A cada toque de D.F., a cada olhar trocado entre os dois, ela se via mais distante da mulher que fora. A freira silenciosa, cheia de fé, agora dividia seu coração com uma chama proibida. E quanto mais a paixão crescia, mais o medo da perda também aumentava. Eles pararam por um instante em um beco mais afastado. As mãos entrelaçadas, o silêncio preenchido apenas pela respiração acelerada dos dois. D.F. encostou-se à parede, olhando para ela com aquele olhar carregado que sempre fazia o chão sumir sob seus pés. — Você ainda tem fé? — ele perguntou, quase em um sussurro. Damiana respirou fundo. Aquela pergunta a atingiu como um golpe. Era uma pergunta simples, mas trazia consigo todas as camadas de dúvida que ela

