Lucas Narrando O silêncio da cela era ensurdecedor. As paredes úmidas, com manchas escuras de mofo e cheiro de ferro velho, pareciam fechar sobre mim. Os guardas me jogaram aqui como se eu fosse um saco de lixo, sem dizer uma palavra. Me largaram no chão frio e trancaram a porta com aquele barulho metálico que parecia ecoar direto na minha cabeça. Me levantei devagar, sentindo as costelas latejarem. Cada movimento era um lembrete das porradas que levei naquelas horas malditas antes de chegar aqui. Passei a mão pelo rosto, o olho ainda inchado, a boca cortada e o gosto de sangue seco ainda na língua. — Filho da p**a… — murmurei, passando a mão pelos cabelos, sentindo o suor frio escorrer pela nuca. Andei de um lado pro outro dentro daquela cela minúscula. Meu coração parecia que ia sair

