Pesadelo narrando O silêncio da madrugada no morro era quase ensurdecedor. Depois de horas na boca, com rádio chiando sem parar, segurança reforçada, olhares atentos e o coração pesando no peito, eu finalmente desci com a Rafaela. Ela pediu, quase implorou pra eu ir pra casa com ela. E, p***a, eu precisava disso também. — Amor, cê precisa descansar. Pelo menos tenta. Eu tô te vendo desmoronar, e você não pode fraquejar agora. — ela disse, com a voz baixa, mas firme. Assenti, passando a mão no rosto cansado. Me despedi dos homens, pedi pra redobrarem a atenção no morro e entrei no carro com ela. O silêncio tomou conta do caminho. A Rafaela olhava pela janela, os olhos marejados, mas ela se mantinha firme. Era isso que eu amava nela. Por mais que o mundo estivesse desabando, ela tava al

