Lucas narrando - continuação O frio do ferro da viatura gelava minhas costas enquanto o carro seguia pela estrada. Eu tava jogado no porta-malas, preso por aquelas malditas grades que separavam o compartimento. Cada curva que eles faziam, meu corpo era lançado de um lado pro outro. Minha cabeça batia com força contra o metal, minha visão já tava embaralhada, e o gosto de sangue na minha boca parecia que nunca mais ia sair. — Segura aí, playboy! Não vai desmaiar agora não, hein! A diversão nem começou ainda! — gritou um dos policiais, rindo lá da frente. A viatura fazia questão de passar por cada buraco, cada desnível da estrada. Parecia que tavam tentando me desmontar aos poucos. Meu ombro já tava deslocado, minha testa sangrava de tanto bater na grade, e o som do meu próprio coração e

