Lua narrando As luzes frias da delegacia refletiam no chão encardido e nas paredes descascadas. O cheiro de suor, cigarro e café velho impregnava o ar. Meu coração parecia que ia sair pela boca enquanto eu atravessava aquelas portas duplas de vidro. As mãos tremiam, mas eu tava decidida. Eu precisava ver o Lucas, precisava saber se ele tava bem. Me aproximei do balcão da recepção, onde um policial de óculos tortos e cara de quem não dormia há dias mascava chiclete com a boca aberta. Ele levantou os olhos lentamente e me olhou de cima a baixo, com um sorriso torto no rosto. — Pois não, dona? Perdeu alguma coisa por aqui? — Eu quero falar com o delegado. Meu marido foi trazido pra cá agora há pouco. Eu quero notícias dele. O policial começou a rir, como se eu tivesse contado a melhor p

