Lucas narrando O barulho da sirene da ambulância ainda ecoava na minha cabeça. O cheiro forte de hospital misturado com o suor seco do meu corpo me fazia querer vomitar. Eu tava jogado numa maca, com um monte de fios ligados no meu peito, um soro espetado no braço e uma máscara de oxigênio. Minha visão ainda tava turva, mas consegui perceber que tinha muita gente de olho em mim. As paredes do hospital eram velhas, com uma pintura bege desbotada e lâmpadas fluorescentes piscando. Não conseguia ainda identificar exatamente qual área estávamos. E o que mais me deixava puto era que qualquer meliciano poderia atacar, então eu tinha que ser transferido o mais rápido possível. Era algum canto esquecido no meio do interior, por isso esse delegado teve tanta coragem em me “aceitar” na sua delega

