Lua narrando Já tinha anoitecido, eu estava exausta. A noite parecia mais escura do que nunca. O ar tava pesado, e minha cabeça parecia um turbilhão prestes a explodir. Eu saí da delegacia assim que vi a ambulância levando o Lucas embora, com meu coração esmagado no peito. Cada passo que eu dava parecia que ia me derrubar. Na saída, o advogado me parou e antes de entrar na ambulância com ele — Lua, vai pra casa. Agora. O Pesadelo mandou um segurança pra te escoltar daqui até o morro. Não para, não olha pra trás, e não tenta desviar o caminho. Eles tão te vigiando. Assenti, sentindo um frio subir pela espinha. — Doutor, cuida dele. Pelo amor de Deus, não deixa nada acontecer com ele. Ele colocou a mão no meu ombro, com firmeza. — Eu vou cuidar, Lua. Agora vai some daqui, isso aqui é

