Capítulo 43

851 Palavras

“Crescer, às vezes, é perceber que você também foi a pessoa que feriu.” Paris continuava seguindo. As pessoas continuavam vivendo, e de alguma forma eu também. Mas não do mesmo jeito, nada em mim era o mesmo. O despertador tocou. Eu abri os olhos devagar, encarando o teto por alguns segundos antes de realmente me mover. Por um instante, aquele velho impulso veio. Ficar ali, ignorar o dia. Mas dessa vez eu levantei. Sem vontade, mas levantei. O chão frio sob meus pés me trouxe para a realidade mais rápido do que qualquer pensamento. Caminhei até a cozinha, preparei um café simples, quase automático. O cheiro se espalhou pelo ambiente, preenchendo o silêncio que já tinha se tornado rotina. Sentei na mesa. Uma xícara, um apartamento inteiro, e um vazio que parecia maior que tudo aquilo

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