CAPÍTULO 2

927 Palavras
FLASHBACK ALANA ON No dia seguinte à invasão o dono do morro baixou na casa da minha tia. Tinha chegado a seus ouvidos o ocorrido com meu pai, e ele veio me comunicar que meu pai tinha sido vingado. Macabro - coé tia tenho que falar com o cisquinho. Tia Lara - meu filho não mete ela nos seus esquemas não, a menina tem 8 anos, peguei ela lavada ontem pelo sangue do pai dela, que a criou desde que a mãe morreu no parto. Macabro - num fode né tia, só vim deixa falado que o pai dela teve sua morte vingada, e que o gambé que fez isso ta agora sentado no colo do d***o. Dos nossos a gente cuida. Falô. — Eu escutei tudo isso atrás da porta sem entender nada, também uma criança vai saber o que de tiro, bala e outras coisas do tipo. Eu só sabia que fogos dr artifício que não fosse no Natal, ano novo ou em dia de jogo; era sinal pra se esconder. Uns minutos depois minha tia veio falar comigo, disse que o dono do morro pegou o cara que levou meu pai de mim, não sei como e nem por que mas me senti aliviada mesmo sem entender muito. Naquela hora ela me mostrou conforto enquanto eu chorava como se fosse uma recém nascida por não ter mais meu papai que eu tanto amava. Ali eu dormi e senti que tinha um novo lar, com minha tia Lara e isso não ia acontecer com ela também. — FLASHBACK OFF Macabro narrando — Macabro é meu vulgo, nome Marcelo, sou o mais temido dono da favela de Paraisópolis e atualmente tenho 40 anos. Meu filho acabou de fazer 12 e na hora que fiquei sabendo que um cisco de gente ficou segurando o buraco de bala que os policia fez eu fiquei putasso, juro que nunca senti uma furia dessas, esses cara não tem controle, quando quer subir o morro em invasão atira ate em vovózinha tricôtando. — FLASHBACK MACABRO — Fui atras do comandante Duarte aquele filho da p**a não podia ficar impune depois de deixar a garota orfã. — - eae filho da p**a, tava me procurando é? - tava sim, acabei de passar na casa de um dos seus nois e foi só tiro pra cima. — passei um radinho pros vapores verificar essa história aí, morador honesto não morre no nosso morro, não demorou muito veio a resposta — - aí patrão subiram o Seu Luíz. A menina dele tá chorando aqui, já mandamos chamar a tia dela que mora na rua de cima. — filhos da p**a, subiram um cara bom e agora como é que fica a menina, sem pai e sem mãe. Meu Deus. Saio dos meus pensamentos quando vejo o Banana do comandante vindo na minha direção. É hoje que eu subo esse maluco, nunca mais mata ninguém sem precisão no meu morro.— - é hoje que você bate um lero com o d***o, aproveita e dá um salve pra ele pra mim morô?!! — Descarreguei o pente nele, o maluco ficou parecendo peneira, e o soldadinho dele que tava atrás em choque só acenei com a cabeça. — - que te sirva de lição, nunca mecha com os meus. — E atirei no meio da testa dele, só vi o maluco caindo no chão com a bolota do zoi pra fora. Esses eu dei uma morte bem lenta pra menina não sofrer mais. O próximo que eu pegar eu esfolo com faquinha de serra. — — A invasão logo acabou, recolhemos os nossos e demos um velório digno pro seu Luíz pois sabíamos das condição dele e o quanto batalhava pra cuidar da filha e dar sustento. Depois do comandante ser morto dentro do morro nossa cara tava estampada mais uma vez em todos os jornais, fazer o que né, vida bandido é assim mesmo. Hoje vou passar lá na goma da dona Lara, uma mulher linda de uns 28 anos mais ou menos, e agora com uma cria pra cuidar. É f**a vida de cidadão do morro. Ela é meio marreta mas dá pra contornar ela, avisei do ocorrido e ela só me agradeceu vagamente e eu voltei pra boca ver como as coisas estavam. — FLASHBACK OFF ALANA NARRANDO — Chegando em casa subo as escadas direto pro banheiro, estou mortinha de cansaço, tiro minha roupa devagarzinho aproveitando a sensação de ficar mais leve . Já tava dando 19hrs, hoje é segunda e tô até vendo que a semana vai ser puxada até demais. Depois de um banho quente desço pra fazer a janta, minha tia chegará por volta das 22hrs e com certeza vai estar cansada também. Deixo tudo pronto, dou uma geral na casa e fico esperando o horário pra tirar minha lasanha do forno. Não é por nada não mas na cozinha eu arrebento. Assusto com a porta abrindo, é minha tia. — - Tia Lara: oi fia chegou faz tempo? Não precisava ter feito janta fia eu fazia agora. - Alana: cheguei agorinha tia, da nada não. Somos uma pela outra e o que eu puder fazer pra te ajudar eu faço minha mãezinha. - Tia Lara: então tá bom meu bebe. A tia te ama tá, vou me banhar escolhe um filme pra gente assistir enquanto janta. - Alana: tá bom tia vai lá. — Ela desce do banho, já coloquei uns colchão no chão pra fazer uma noite legal, nós duas jantamos e dormimos por ali mesmo. —
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